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Economia

Smart Fit registra alta de 22% na receita, mas despesas financeiras pressionam lucro e ações caem

Apesar do crescimento de 22% na receita líquida no 2T26, despesas financeiras e dívida de R$ 4,6 bilhões impactam o lucro líquido.

Por Redação Diário Local

A Smart Fit registrou um crescimento de 22% na receita líquida consolidada no segundo trimestre de 2026, atingindo R$ 2,18 bilhões, mas viu suas ações caírem 5,82% nesta quinta-feira (6) devido a pressões nas despesas financeiras e no lucro líquido.

O resultado operacional demonstrou expansão de margens e aumento da base de clientes. No entanto, o mercado reagiu à elevação da dívida líquida, que chegou a R$ 4,6 bilhões ao fim de junho, e ao impacto dos juros sobre o resultado final.

Por que as ações da Smart Fit caíram?

Apesar do desempenho operacional positivo, o Morgan Stanley avaliou que a companhia apresentou pontos de atenção abaixo da linha do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). Entre os fatores citados estão uma receita da divisão de outros negócios ligeiramente abaixo do esperado e um lucro líquido pressionado por despesas financeiras mais altas.

O banco destacou ainda uma geração de caixa mais fraca que o previsto, refletindo um maior consumo de capital de giro e o aumento dos investimentos. O lucro líquido reportado foi de R$ 156 milhões, valor 30% abaixo da estimativa da instituição.

O lucro líquido recorrente, contudo, alcançou R$ 204 milhões, uma alta de 8% na comparação anual, mas também ficou aquém das projeções devido ao peso dos impostos e encargos financeiros.

Como foi o desempenho da plataforma TotalPass?

O segmento "Outros", que engloba a plataforma corporativa TotalPass e franquias, tornou-se um motor de crescimento para a empresa. Este setor respondeu por 11% da receita consolidada no trimestre, ante 8% no mesmo período de 2025, e já representa 17% do lucro bruto da companhia.

A TotalPass registrou lucro bruto de R$ 195 milhões, um salto de 79% em relação ao ano anterior. Ao final de junho, a plataforma contava com 2,2 milhões de usuários no Brasil e no México, um crescimento de 70% comparado a 2025.

No Brasil, a participação de mercado da plataforma por usuários ativos mensais atingiu 35%, enquanto no México o índice permaneceu em 79%. A XP ressaltou que a monetização vinda de empresas contratantes é um fator essencial para entender a contribuição econômica do negócio.

Qual o impacto das operações no Brasil e no exterior?

No mercado brasileiro, a receita da operação cresceu 17%, chegando a R$ 695 milhões. O crescimento foi sustentado pelo reajuste de preços e pelo aumento do uso do plano Black. A margem Ebitda da operação no Brasil foi de 43,6%, segundo dados do JPMorgan.

A maior surpresa positiva veio da operação na América Latina, fora o Brasil. A receita da região avançou 22%, somando R$ 737 milhões, superando pela primeira vez o faturamento brasileiro em negócios próprios. O Ebitda da região cresceu cerca de 30%, conforme apontado pelo JPMorgan.

Já no México, a receita cresceu 16%, totalizando R$ 448 milhões. Apesar do avanço na base de clientes, a margem bruta mexicana sofreu recuo devido ao aumento de custos trabalhistas e de serviços de terceiros durante a fase de maturação das novas unidades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.