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Economia

Syngenta adia oferta de US$ 5 bilhões em Hong Kong para 2027

Empresa de controle chinês aguarda condições de mercado e aprovações regulatórias para realizar oferta pública em 2027.

Por Davy Albuquerque

A Syngenta adiou a oferta pública inicial (IPO) de US$ 5 bilhões planejada para a bolsa de valores de Hong Kong para o ano de 2027. A empresa, de controle chinês, espera por condições mais favoráveis no setor agrícola para retomar o processo de abertura de capital.

O planejamento original previa o protocolo do pedido de listagem ainda em junho, com o objetivo de estrear no mercado financeiro de Hong Kong em 2024. Com a decisão, a nova previsão é de que a documentação seja enviada em setembro ou em data posterior.

A volatilidade nos mercados de grãos e fertilizantes é um dos principais fatores para a mudança de planos. O cenário de instabilidade foi desencadeado por tensões geopolíticas ocorridas no Oriente Médio, o que impacta diretamente o setor de agronegócios.

Além das questões de mercado, a companhia pode precisar de um prazo maior para obter todas as aprovações necessárias. A Syngenta deve passar por processos de análise rigorosos para garantir a viabilidade da listagem.

A atuação da empresa no ramo de sementes agrícolas exige atenção especial das autoridades. Este segmento é considerado particularmente sensível pelos órgãos reguladores, o que pode demandar a obtenção de autorizações adicionais para o grupo.

A empresa já enfrentou desafios semelhantes em tentativas anteriores de abertura de capital. Em 2021, a Syngenta chegou a solicitar um IPO em Xangai, mas retirou o pedido em março de 2024, utilizando a volatilidade do mercado como justificativa.

Em nota, um porta-voz da Syngenta afirmou que o grupo continuará avaliando sua estratégia de listagem de forma contínua. A análise levará em conta tanto as condições de mercado quanto outros fatores internos e externos.

A companhia reforçou que pretende avançar com o IPO somente quando considerar que o cenário de mercado esteja adequado para a operação. O foco permanece na busca por estabilidade para viabilizar o aporte de US$ 5 bilhões.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.