Diário Local
Direito do Consumidor

Justiça condena Banco Mercantil por cobrança indevida de tarifas de aposentados em Cataguases

Decisão atende ação do Ministério Público de Minas Gerais para garantir que beneficiários do INSS tenham acesso a contas gratuitas.

Por Davy Albuquerque

A Justiça condenou o Banco Mercantil a regularizar a abertura de contas para o recebimento de benefícios previdenciários em Cataguases, a 120 quilômetros de Juiz de Fora. A decisão atende a uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

De acordo com o MPMG, beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estavam sendo vinculados a contas correntes com cobrança de tarifas. O órgão apurou que os clientes não recebiam informações adequadas sobre a possibilidade de utilizar modalidades de contas gratuitas para receber os valores.

A investigação apontou que o grupo afetado é formado, em sua maioria, por aposentados e pensionistas. Muitos consumidores acreditavam estar contratando um serviço isento de custos e só perceberam os descontos após consultarem os extratos bancários.

Na sentença, a Justiça considerou que a prática descrita viola direitos do consumidor. O entendimento é de que houve falha no dever de fornecer informações claras e detalhadas durante a contratação dos serviços bancários.

Com a decisão, o banco deverá informar os clientes sobre todas as modalidades de conta disponíveis, com foco na conta-salário, que não possui cobrança de tarifas. A instituição também está proibida de abrir contas tarifadas sem o consentimento informado do usuário.

A ordem judicial determina ainda que o Mercantil adote medidas para permitir a migração para uma conta sem taxas. A regra vale para casos em que a conta seja utilizada exclusivamente para o recebimento de benefício previdenciário.

Em nota, o Banco Mercantil afirmou que tomou conhecimento da decisão. A instituição declarou que já oferece contas gratuitas seguindo a legislação e as normas vigentes.

O banco informou que mantém o compromisso com a melhoria contínua e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A instituição destacou que manter uma relação transparente e reduzir reclamações são prioridades da companhia.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.