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Economia

Monte Bravo incorpora plataforma Elliot e entra no mercado de trading com 18 mil contas

Incorporação traz 18 mil contas ativas e volume de 10 milhões de minicontratos por mês para o grupo.

Por Redação Diário Local

A Monte Bravo incorporou a Elliot, plataforma especializada em renda variável e day trade, para expandir sua atuação no mercado de trading. Com a aquisição, o grupo passa a contar com cerca de 18 mil contas ativas e uma operação que negocia aproximadamente 10 milhões de minicontratos por mês.

A Elliot funcionará como uma nova unidade de negócio dentro da Monte Bravo, mas manterá sua marca e operação de forma independente. O movimento busca atrair investidores de renda variável, principalmente aqueles que realizam operações de trading com maior frequência.

Segundo o CEO e cofundador da Monte Bravo, Filipe Portella, o desenvolvimento da frente de trading era um objetivo estratégico da companhia. A empresa optou por incorporar uma operação que já possuía equipe, clientes e volume consolidado de negociação no segmento.

A integração entre as estruturas visa oferecer maior complementaridade de serviços. Enquanto a Elliot é focada em trading e renda variável, a Monte Bravo possui expertise em assessoria financeira e gestão patrimonial.

Felipe Vella, sócio da Elliot, explicou que a plataforma não possuía uma estrutura voltada ao cross-sell, que é a oferta cruzada de diferentes classes de ativos. Com a integração, a base de clientes poderá utilizar a estrutura da Monte Bravo para atender outras necessidades de investimento.

Fundada em 2010 por Pier Mattei e Filipe Portella, a Monte Bravo administra atualmente mais de R$ 45 bilhões sob custódia. A companhia estabeleceu a meta de alcançar R$ 200 bilhões nesse montante até o ano de 2030.

O plano de crescimento do grupo também contempla o reforço do capital humano. A meta é expandir o quadro de assessores de investimentos de 180 profissionais atuais para 400 até 2030.

A Monte Bravo utiliza o modelo de taxa fixa de assessoria, no qual o profissional é remunerado pelo cliente em vez de receber comissões por produtos financeiros. Segundo a empresa, o formato visa reduzir a ocorrência de conflitos de interesse na relação entre o assessor e o investidor.

Os valores financeiros envolvidos na incorporação da Elliot e as demais condições comerciais da transação não foram divulgados pela companhia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.