Taxas do Tesouro Direto sobem nesta terça-feira (11) com IPCA acima do esperado e ata do Copom
Índice de preços subiu 0,07% em julho, superando projeção, enquanto ata do Banco Central reforça tom de cautela.
Por Redação Diário Local
As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta terça-feira (11), pressionadas pela combinação entre o IPCA de julho, que registrou variação acima do esperado, e o tom de vigilância da ata do Copom, divulgada na manhã de hoje.
O índice de preços subiu 0,07% no mês, superando a expectativa de 0,03% detalhada em pesquisa da Reuters. Com o resultado, a alta do IPCA em 12 meses acelerou para 4,44%, superando também a projeção de 4,40%.
A variação do índice foi puxada pelo grupo Habitação, que acelerou de 0,63% em junho para 0,99% em julho. O movimento foi impulsionado pela energia elétrica residencial, que saltou de 1,53% para 3,09% devido a reajustes tarifários em concessionárias de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.
O que mudou nas taxas dos títulos?
No Tesouro Prefixado, as taxas subiram em diversos vencimentos. O Prefixado 2029 avançou de 14,11% na segunda-feira (10) para 14,14% nesta manhã. O Prefixado 2032 subiu de 14,50% para 14,53%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,58% para 14,61%.
Nos títulos atrelados à inflação, o movimento de alta também foi disseminado. O IPCA+ 2040 e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 lideraram a abertura com alta de 5 pontos-base cada, subindo para 7,70% e 7,65%, respectivamente. O IPCA+ 2032 subiu de 8,09% para 8,12%, e o IPCA+ 2050 variou de 7,40% para 7,42%.
Em sentido contrário, o grupo Alimentação e bebidas recuou 0,67%, com destaque para a queda do tomate, que registrou redução de quase 30% no mês.
O que diz a ata do Copom?
A ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira (11), reforçou o tom de cautela do Banco Central em relação aos riscos inflacionários. O comitê afirmou que não pretende reagir aos efeitos primários de choques de oferta, como mudanças imediatas em combustíveis, mas que monitorará efeitos de segunda ordem.
A autarquia também mencionou que medidas de estímulo à demanda adotadas pelo governo podem atuar como fator de pressão adicional sobre a inflação. Para o Bradesco, a publicação confirmou um Banco Central dependente de dados e com cenário de incerteza elevada.
