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Secretário do Tesouro dos EUA leva agenda de crescimento ao G20 em reunião de ministros

Scott Bessent participa de encontro de ministros de Finanças na Carolina do Norte para discutir crescimento e políticas econômicas globais.

Por Redação Diário Local

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, participa nesta segunda-feira (31) da reunião dos ministros de Finanças do G20, em Asheville, na Carolina do Norte. O objetivo é colocar o tema do crescimento no centro das discussões entre os principais formuladores de política econômica do mundo.

Bessent busca promover o que define como uma agenda americana de crescimento para o restante do mundo. A estratégia envolve a desregulamentação para estimular a economia, embora autoridades da Europa tenham sinalizado que tais medidas podem ter impacto limitado diante da instabilidade global provocada pelas ações dos próprios Estados Unidos.

O encontro acontece em um momento de pressão sobre o crescimento global, afetado pela alta nos preços da energia e por disputas tarifárias. O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, afirmou em comunicado que pretende defender o fim de conflitos que prejudicam o desenvolvimento econômico mundial, citando disputas tarifárias e guerras em curso.

Quais são os desafios da política econômica dos EUA?

As recentes intervenções de Bessent no mercado de títulos e as ameaças de novas sanções contra quem negociar com o Irã geram dúvidas entre especialistas. O iene, por exemplo, já perdeu parte dos ganhos obtidos após a intervenção do secretário no fim de julho e voltou a atingir o nível de 160 por dólar em relação ao dólar na última sexta-feira (28).

Para países como Japão e Argentina, o secretário é visto como um aliado. Takahide Kiuchi, economista-chefe do Nomura Research Institute, afirmou que o apoio dos EUA ao fortalecimento do iene reforçou os laços entre Washington e Tóquio. Já na Europa, a percepção é de que as movimentações foram atos políticos em vez de estratégias econômicas eficazes.

Na China, a situação é descrita como desconfortável. Christopher Beddor, diretor-adjunto de pesquisa para a China na Gavekal Dragonomics, explicou que as políticas americanas afetam inevitavelmente a economia global. O Banco do Povo da China sinalizou que não deseja uma valorização excessiva do renminbi e está próximo de seu limite de tolerância.

Como funciona a relação entre as autoridades americanas?

O cenário econômico nos Estados Unidos apresenta uma divisão de prioridades. Enquanto Bessent, responsável pela gestão de uma dívida pública de US$ 40 trilhões, foca na redução dos custos de financiamento, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, concentra esforços no controle da inflação, que permanece elevada.

Essa divergência entre o Tesouro e o Federal Reserve foi apontada por Jacqueline Rong, economista-chefe para a China no BNP Paribas, como um fator que enfraquece a credibilidade das instituições americanas. Para a especialista, o cenário reforça a determinação das autoridades chinesas em diversificar suas reservas internacionais e acelerar a internacionalização da sua moeda.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.