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Economia

Especialistas apontam títulos de renda fixa com juros de até 15,80% ao ano para investidores

Analistas recomendam cautela com ativos prefixados e apontam oportunidades em CDBs, debêntures e títulos públicos.

Por Redação Diário Local

Especialistas recomendam cautela na alocação de recursos em títulos de renda fixa prefixados, apesar da existência de oportunidades com retornos equivalentes a até 15,80% ao ano. O cenário de cortes na taxa Selic abre caminho para o lucro no mercado secundário, mas exige atenção aos riscos de mercado e de inflação.

Para quem busca aproveitar as taxas atuais, analistas alertam que ativos prefixados podem sofrer em uma reversão de cenário econômico. O risco é o investidor carregar o papel até o vencimento e deixar de ganhar mais com ativos atrelados à inflação, ou tentar lucrar com a valorização desses títulos e não obter o resultado esperado devido à dinâmica dos juros.

Quais são as oportunidades em CDBs e crédito privado?

No segmento de Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e por emissor, há opções com prazos variados. Entre as indicações estão o CDB do PicPay, com vencimento em agosto de 2029 e taxa de 14,78% ao ano, e o CDB do Banco C6 Consignado, para julho de 2030, a 14,70% ao ano.

Outras opções de curto prazo incluem o CDB do Mercado Livre, com vencimento em fevereiro de 2028 e taxa de 14,01% ao ano, e o CDB do C6 Consignado com vencimento em agosto de 2028, pagando 14,35% ao ano. Ambos os papéis do Mercado Livre e C6 são classificados com risco de crédito baixo pela Genial.

No crédito privado, a debênture da Coelba, com vencimento em novembro de 2032, apresenta rentabilidade de 13,88% ao ano. Por ser isenta de imposto de renda para pessoa física, o retorno equivale a 15,80% em um título tributado. Diferente dos CDBs, papéis como debêntures, CRIs e CRAs não possuem cobertura do FGC e estão sujeitos a riscos de crédito e liquidez.

Como funcionam os riscos dos títulos prefixados?

O investidor deve observar dois riscos principais ao optar por taxas travadas. O primeiro é a mudança na curva de juros: se o cenário não seguir com a expectativa de cortes, o investidor pode perder o ganho de capital esperado. O segundo é a inflação persistente, que pode tornar os títulos prefixados o instrumento mais vulnerável em cenários adversos.

No mercado de títulos públicos, a indicação é para o papel NTN-F, com vencimento em janeiro de 2029, que paga 13,52% ao ano (taxa de 3 de agosto). Este título distribui cupons semestrais de 10% ao ano sobre o valor de face e é negociado apenas no mercado secundário, não estando disponível via Tesouro Direto.

As oscilações diárias de taxas, causadas por movimentos de mercado como os do Tesouro dos Estados Unidos, afetam principalmente quem realiza a venda antecipada. Para esses casos, a marcação a mercado pode resultar em um valor de retorno diferente do que foi contratado inicialmente na compra.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.