Rússia ataca porto de Odessa e lança 580 drones contra a Ucrânia
Ataques russos atingiram porto de Izmail e região de Kirovohrad; drones ucranianos causaram incêndio em refinaria russa.
Por Redação Diário Local
A Rússia realizou ataques contra o porto de Izmail, na região de Odessa, e lançou 580 drones contra a Ucrânia durante a noite, resultando em mortes na região central do país, informaram autoridades nesta quinta-feira (15). As ofensivas russas também atingiram navios de carga no Mar Negro e provocaram um incêndio em uma refinaria de petróleo na região russa de Ryazan após resposta de drones ucranianos.
Segundo comunicados do Ministério da Defesa russo, embarcações que seguiam para Odessa, no Mar Negro, foram alvos do ataque. A pasta também afirmou ter atingido um navio de carga no estuário do Bug e outro no porto de Chornomorsk.
De acordo com o Ministério da Defesa russo, os navios transportavam suprimentos para as Forças Armadas da Ucrânia e eram utilizados para fins militares. Os ataques ocorreram durante a madrugada desta quinta-feira (15).
No centro da Ucrânia, a região de Kirovohrad sofreu o maior ataque russo em seu território desde o início do conflito. O governador local, Andriy Raikovych, relatou nesta quinta-feira (15) que mais de 360 drones foram utilizados na ofensiva.
O ataque atingiu 26 localidades diferentes e deixou o balanço de três mortos e seis feridos. Segundo Raikovych, as explosões atingiram deliberadamente residências, empresas de transporte, instalações logísticas e infraestruturas críticas.
A Força Aérea da Ucrânia informou que, do total de 580 drones russos lançados durante a noite, 536 foram abatidos pelas defesas aéreas. O volume de drones representa uma ofensiva de larga escala contra o território ucraniano.
Em contrapartida, drones ucranianos atingiram a região russa de Ryazan na madrugada desta quinta-feira (15). O ataque provocou um incêndio em uma refinaria de petróleo, conforme confirmado pelo governador da localidade russa.
O incidente em Ryazan é o primeiro ataque ucraniano contra uma instalação energética russa desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, no último domingo (12), que ambos os países teriam chegado a um acordo de trégua no setor energético. No entanto, nenhum dos lados confirmou a existência do pacto.
