Diário Local
Tecnologia

Cinemas do Reino Unido proíbem óculos inteligentes para evitar pirataria de filmes

Operadores de cinema temem que dispositivos de inteligência artificial possam registrar e vazar imagens de produções durante as sessões.

Por Redação Diário Local

Algumas salas de cinema no Reino Unido proibiram o uso de óculos de inteligência artificial, como os Meta Glasses, durante as sessões de exibição. A medida foi adotada para combater o risco de pirataria, uma vez que os dispositivos possuem capacidade de registrar imagens e possibilitar o vazamento de conteúdos protegidos.

A associação de cinemas local realizou o comunicado sobre a restrição e destacou que os operadores estão cientes da crescente disponibilidade de tecnologias vestíveis. A entidade pontuou que, embora esses dispositivos possam trazer benefícios para pessoas com necessidades específicas de acessibilidade, há riscos reais à privacidade e à segurança dos filmes.

De acordo com o setor, o objetivo atual é buscar soluções que consigam equilibrar o uso da tecnologia com a proteção do acervo. A associação ressalta que o tema é uma área em constante evolução e que o uso desses equipamentos deve se tornar cada vez mais comum no cotidiano.

A proibição dos óculos inteligentes não se limita às salas de cinema. Estabelecimentos como bares, restaurantes e teatros também começaram a vetar a entrada de clientes que utilizem os modelos da Meta.

O principal argumento desses estabelecimentos é a preservação da privacidade de clientes e funcionários. A preocupação ganhou força após a circulação de vídeos gravados com os dispositivos que registravam situações de assédio contra mulheres.

Alguns desses conteúdos, registrados por meio da tecnologia, tornaram-se virais nas redes sociais. O uso indevido para capturar imagens sem autorização gerou um debate sobre os limites da segurança em espaços públicos.

O impacto do uso desses equipamentos chegou ao monitoramento das redes digitais. O diretor do Instagram, Adam Mosseri, afirmou que a plataforma reforçou a fiscalização sobre esse tipo de conteúdo.

A medida de fiscalização visa identificar e conter a publicação de vídeos gravados sem consentimento por meio dos óculos inteligentes. O foco da plataforma é coibir o compartilhamento de imagens obtidas de forma irregular.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.