Polícia italiana usa gás lacrimogêneo e canhão de água em confrontos com manifestantes
Manifestantes protestam contra o custo de vida e confrontam autoridades em cidades como Milão e Bolonha, resultando em feridos e prisões.
Por Redação Diário Local
A polícia italiana utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para conter manifestantes durante protestos contra o aumento do custo de vida neste sábado (17). Os confrontos ocorreram nas cidades de Milão e de Bolonha, deixando feridos e resultando em prisões.
Em Milão, as forças de segurança lançaram gás lacrimogêneo após serem atacadas com pedras na praça em frente à catedral gótica. Durante a ação, policiais em equipamento anti-motim tentaram retirar manifestantes encapuzados da Galleria Vittorio Emanuele II, shopping center de luxo localizado ao lado da praça.
A movimentação causou transtornos no centro da cidade, levando ao fechamento de lojas e à fuga de turistas da região. A estação de metrô Duomo (Catedral) também precisou ser interditada durante os episódios de violência.
Na cidade de Bolonha, a polícia utilizou canhões de água para tentar dispersar a multidão após o protesto se tornar violento. De acordo com informações locais, sete pessoas foram presas durante os atos na região.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou a violência dos episódios por meio de uma publicação na rede social X. A premiê afirmou que o direito de manifestação deve ser respeitado, mas criticou a transformação de cidades em "campos de batalha".
Os protestos na Itália refletem a insatisfação da população com o custo de vida e a situação econômica. O cenário de tensão na Itália ocorre em um momento de mobilizações semelhantes na França, onde dezenas de milhares de pessoas protestam contra o aumento de custos e o declínio dos serviços públicos.
Na França, os atos deste sábado foram classificados como alguns dos mais violentos registrados no país nos últimos anos. As manifestações francesas buscam protestar contra o cenário de crise financeira e o impacto nos serviços essenciais à população.
Até o momento, as autoridades italianas não divulgaram o número total de feridos ou o balanço completo das detenções em decorrência dos protestos em Milão e Bolonha.
