Justiça dos EUA decide sobre novo julgamento de mulher acusada de matar três filhos
Audiência nesta segunda-feira (2) define se haverá novo julgamento por homicídio dos três filhos de Lindsay Clancy em Massachusetts.
Por Redação Diário Local
A Justiça de Massachusetts deve definir, em audiência nesta segunda-feira (2), se haverá um novo julgamento para Lindsay Clancy. A mulher é acusada de homicídio dos três filhos, ocorrido em janeiro de 2023, em Duxbury.
O encontro judicial visa discutir o agendamento de uma nova sessão ou avaliar petições da defesa para o arquivamento do caso. O processo foi anulado em setembro após um impasse no júri, que não conseguiu chegar a um veredicto unânime.
O que aconteceu no primeiro julgamento?
Durante o julgamento anterior, o júri de 12 pessoas apresentou uma divisão de 11 votos a 1. O jurado dissidente, Michael Péguy Desronvil, defendeu a tese de que Clancy não deveria ser responsabilizada criminalmente, o que levou o juiz William Sullivan a declarar a anulação da sessão.
A defesa, representada pelo advogado Kevin Reddington, busca investigar registros de celular e questionários de seleção do referido jurado. No entanto, o juiz Sullivan já rejeitou pedidos de investigação adicional sobre o raciocínio dos jurados, alegando que o tribunal não deve questionar o processo de pensamento coletivo ou as divergências entre os integrantes.
Reddington também solicitou o arquivamento das acusações para evitar a dupla persecução penal, princípio que impede que uma pessoa seja processada duas vezes pelo mesmo crime. A defesa alega que a anulação do primeiro julgamento ocorreu sem a necessidade manifesta de todos os critérios jurídicos.
Acusações e histórico do caso
Os promotores afirmam que Clancy, de 36 anos, agiu de maneira intencional e rápida ao estrangular os filhos Cora, de 5 anos; Dawson, de 3; e Callan, de 8 meses. O caso também envolve uma tentativa de suicídio cometida pela mulher logo após o ocorrido.
A defesa contesta a acusação, sustentando que Clancy enfrentava um quadro de psicose pós-parto. Segundo os advogados, a condição de saúde mental da mãe a impedia de ser responsabilizada criminalmente pelas mortes.
Atualmente, Clancy permanece internada no Hospital Tewksbury e apresenta paralisia parcial em decorrência da tentativa de suicídio. Se for condenada em um novo julgamento, ela poderá receber a pena de prisão perpétua.
