Redes de Nicolás Maduro publicam mensagem pedindo união nacional na Venezuela
Mensagem publicada no Telegram do líder venezuelano faz referência à Marcha para Jesus e menciona diálogo para alcançar a paz.
Por Redação Diário Local
As redes sociais oficiais de Nicolás Maduro publicaram uma mensagem direcionada à população da Venezuela mencionando a Marcha para Jesus, realizada no país no último sábado (1). O texto pede união nacional, fé e diálogo para consolidar a paz e a convivência entre os venezuelanos.
A publicação foi feita no canal de Telegram do líder venezuelano, que está detido em Nova York desde janeiro deste ano. No conteúdo, o perfil saúda jovens, famílias e comunidades participantes do evento religioso, destacando a natureza nobre do povo.
A mensagem também faz referência ao processo eleitoral ocorrido na Venezuela em 2024, período em que houve acusações de fraude. O texto defende que a união nacional e a oração permitirão ao país alcançar conquistas por meio do esforço e do diálogo.
Não há confirmação sobre quem administra as contas digitais de Maduro, mas elas seguem ativas. Os perfis realizam uma contagem diária dos dias de prisão do ex-presidente, que, segundo a última atualização deste domingo (2), soma 212 dias de detenção.
Nicolás Maduro foi capturado em janeiro deste ano durante uma operação conduzida pelos Estados Unidos. Na ocasião, tropas norte-americanas entraram em Caracas e prenderam o líder e sua esposa sob acusações de narcotráfico e tráfico de armas, crimes que o casal nega.
Com a saída de Maduro do poder, a presidência da Venezuela foi assumida por Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice-presidente. A transição de comando contou com o apoio dos Estados Unidos, que passaram a atuar de forma central na administração do país.
O governo norte-americano também passou a exercer controle sobre as reservas petrolíferas venezuelanas após a mudança de gestão. O cenário político no país segue sob forte influência da intervenção e das diretrizes de Washington.
O período de detenção de Maduro em solo americano segue sob acompanhamento internacional. O ex-líder, que permaneceu no comando da Venezuela por mais de uma década, permanece sob custódia das autoridades dos Estados Unidos.
