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Diplomacia

Defesa dá aval para general venezuelano sancionado pelos EUA atuar como adido no Brasil

Ministério da Defesa informou que não vê impedimentos para a atuação de Luis Gerardo Reyes Rivero como adido militar da Venezuela.

Por Redação Diário Local

O Ministério das Relações Exteriores comunicou à Câmara dos Deputados que a aprovação do general venezuelano Luis Gerardo Reyes Rivero para atuar como adido militar da Venezuela no Brasil ocorreu após aval do Ministério da Defesa. O oficial é alvo de sanções dos Estados Unidos desde novembro de 2024 por suposta participação na repressão a protestos contra o regime chavista.

A informação foi detalhada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em resposta a um requerimento da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara. O documento foi enviado nesta sexta-feira (31).

Segundo o Itamaraty, o Ministério da Defesa informou não haver óbice — ou seja, impedimento — à concessão do beneplácito para a atuação do oficial venezuelano em território brasileiro.

Após a análise técnica da Defesa, o Itamaraty comunicou a decisão à Embaixada da Venezuela. O processo seguiu os trâmites diplomáticos padrão para a designação de representantes militares estrangeiros.

Como funciona a aprovação de adidos militares?

O chanceler Mauro Vieira explicou o funcionamento do processo de aceitação de adidos militares no país. Ele afirmou que, nesses pedidos de beneplácito, a análise de mérito é realizada exclusivamente pelo Ministério da Defesa.

De acordo com o ministro, cabe ao Itamaraty apenas a responsabilidade de formalizar a comunicação. A pasta das Relações Exteriores comunica o resultado da avaliação feita pela Defesa à embaixada correspondente.

Vieira ressaltou que a nota verbal enviada à Embaixada da Venezuela seguiu rigorosamente o teor do ofício expedido pelo Ministério da Defesa. O procedimento buscou alinhar a decisão diplomática com o parecer técnico militar.

O ministro acrescentou que esse tipo de comunicação entre governos é protegido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. Por conta desse tratado internacional, o teor das comunicações não é um procedimento público.

Ausência de precedentes

Ao ser questionado sobre a existência de casos semelhantes no histórico diplomático brasileiro, o ministro apresentou os resultados de uma pesquisa interna. Mauro Vieira informou que realizou uma busca nos arquivos da pasta de Relações Exteriores.

A pesquisa não localizou registros de situações de mesma natureza relacionadas à concessão de beneplácito para adidos militares estrangeiros. Segundo o chanceler, o caso de Reyes Rivero não possui precedentes registrados nos arquivos consultados.

O general venezuelano permanece sob investigação e sanções internacionais relacionadas ao cenário político em seu país de origem. A atuação como adido militar no Brasil ocorre agora com o aval das autoridades de defesa brasileiras.

A decisão da Câmara ocorre em um contexto de acompanhamento das relações bilaterais entre Brasil e Venezuela. O Ministério da Defesa e o Itamaraty mantêm a coordenação sobre a entrada de oficiais estrangeiros no país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.