Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, cancela visita a Israel após tensão com o Irã
A agenda de Pete Hegseth incluía reuniões com Benjamin Netanyahu e visitas a bases aéreas, mas foi suspensa após ataques do Irã no Golfo.
Por Diário Local
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, cancelou uma visita a Israel prevista para esta quarta-feira (8). A decisão ocorre em meio a uma escalada de tensões entre o Irã e o governo americano, após uma série de ataques registrados na região.
Esta seria a primeira viagem de Hegseth ao país desde que assumiu o cargo. A agenda oficial incluía reuniões com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o ministro da Defesa, Israel Katz, além de visitas a bases da Força Aérea de Israel.
O cancelamento da agenda foi confirmado na manhã desta quarta-feira, quando os preparativos para a viagem já estavam em andamento. O movimento acompanha as recentes declarações de Donald Trump sobre a ruptura de acordos diplomáticos com o governo iraniano.
Durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente dos Estados Unidos afirmou que o memorando de entendimento firmado com o Irã "acabou". Trump declarou que negociar com o país é uma "perda de tempo" após os confrontos na região.
A crise diplomática e militar foi agravada após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmar ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. Segundo o grupo, as investidas são uma resposta aos bombardeios realizados pelos americanos contra o território iraniano.
Um dos temas centrais da visita de Hegseth seria tratar das preocupações de Israel sobre a possível venda de caças furtivos F-35 para a Turquia. A possibilidade foi mencionada pelo presidente americano durante a reunião da Otan.
Atualmente, Israel é o único país do Oriente Médio que opera o F-35, considerado o caça mais avançado das Forças Armadas dos Estados Unidos. O governo israelense tem manifestado resistência à expansão do acesso a essa tecnologia na região.
Em contexto de tensão, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. Netanyahu afirmou que o líder turco não é um "aliado exemplar" dos Estados Unidos e declarou que Erdogan representa uma ameaça ao Estado judeu.
