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França

Recrutador de modelos ligado a Jeffrey Epstein é encontrado morto na França

Daniel Siad, de 69 anos, foi localizado em sua residência em Colombes; investigação para apurar a causa da morte foi aberta.

Por Redação Diário Local

O recrutador de modelos Daniel Siad foi encontrado morto na última segunda-feira (20), em Colombes, no subúrbio de Paris. O corpo do homem, de 69 anos, foi localizado em sua residência.

O Ministério Público de Nanterre informou que uma investigação para determinar a causa da morte foi aberta e que uma autópsia será realizada para esclarecer o ocorrido. O nome de Siad apareceu em documentos relacionados ao caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, divulgados pelo governo dos Estados Unidos.

Em declarações recentes, Siad negava ter conhecimento sobre os abusos cometidos por Epstein e afirmava confiar no bilionário americano. No entanto, vítimas relataram que o recrutador atuava como um elo de apresentação para o financiador.

Denúncias e investigações na França

Siad era alvo de diversas denúncias na França, incluindo acusações de estupro apresentadas em fevereiro. Em entrevistas anteriores, ele negou a prática de crimes de qualquer natureza.

Advogados que representam mulheres que apresentaram denúncias contra Siad manifestaram indignação com o falecimento. Segundo os defensores, a morte impede que as vítimas tenham o direito a um julgamento criminal.

A defesa das vítimas também criticou o que chamaram de inação das autoridades francesas. Segundo os advogados, o Ministério Público de Paris já havia anunciado, em fevereiro, a abertura de uma investigação sobre possíveis cúmplices de Epstein no país.

Impacto nas investigações

Uma ex-modelo que prestou depoimento à polícia em junho afirmou que a morte de Siad interrompe a coleta de informações importantes. Segundo o relato, o recrutador nunca havia chegado a ser interrogado formalmente.

A Anne-Claire Le Jeune, advogada de seis mulheres que denunciaram Siad, afirmou que a lentidão do processo levou o investigado à morte antes que ele pudesse ser colocado sob custódia policial, o que prejudica a busca pela verdade.

O caso remete a outros colaboradores de Epstein que faleceram sob investigação. Jean-Luc Brunel, por exemplo, morreu em uma prisão de Paris em 2022 enquanto era investigado por suspeitas de tráfico de menores e estupro de vulnerável.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.