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Donald Trump desiste de cobrar taxa de 20% em embarcações no Estreito de Ormuz

Presidente dos Estados Unidos substituirá tarifas por acordos de investimento com países do Golfo, afirma Donald Trump.

Por Davy Albuquerque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu nesta terça-feira (14) de cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas de embarcações que trafegam pelo Estreito de Ormuz. A medida será substituída por uma série de acordos comerciais e de investimento que os países do Golfo realizarão com o governo americano.

A decisão foi anunciada pelo republicano após o que classificou como conversas produtivas com lideranças do Oriente Médio. Em vez do pedágio sobre o trânsito marítimo, o foco passará a ser a entrada de capital estrangeiro nos Estados Unidos.

Segundo o presidente, a substituição da taxa de reembolso por compromissos de investimento visa fortalecer os laços econômicos da região com o território americano. A mudança altera o modelo que previa uma cobrança direta sobre o fluxo de cargas na rota estratégica.

Apesar da flexibilização para os países do Golfo, as restrições de navegação contra o Irã permanecem inalteradas. Trump reafirmou o compromisso de restabelecer o bloqueio naval contra embarcações que possuam qualquer ligação com o governo iraniano.

O presidente garantiu que o Estreito de Ormuz continua aberto para todo o tráfego marítimo internacional. A única exceção mantida pela administração americana é o trânsito de navios vinculados ao Irã.

O cenário de tensão na região ocorre em um momento de conflito de interesses sobre a navegação no estreito. Recentemente, o governo do Irã afirmou ter realizado ataques contra petroleiros que tentaram navegar pela área.

Além disso, os Emirados Árabes Unidos também realizaram acusações contra o Irã, alegando ataques a navios de sua bandeira durante a passagem por Ormuz.

A mudança na política tarifária de Washington busca evitar o impacto direto de um pedágio sobre o comércio global, preferindo canais de investimento direto entre os Estados do Golfo e os Estados Unidos.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.