Adriane Lopes avalia mudanças no secretariado de Campo Grande para melhorar gestão
Proposta de mudança na equipe municipal ocorre em meio a medidas de contenção de despesas e redução na fatia do ICMS.
Por Redação Diário Local
A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), avalia a possibilidade de realizar mudanças em seu secretariado municipal. A proposta de uma eventual minirreforma foi apresentada pelo vereador Beto Avelar (PP), líder do governo na Câmara Municipal, que defendeu a reorganização de setores da administração que não apresentam os resultados esperados.
De acordo com o parlamentar, a prefeita ficou de estudar a sugestão, mas ainda não existem nomes definidos para possíveis substituições, nem um prazo estabelecido para que eventuais mudanças ocorram.
O que motiva a possível mudança?
Para o vereador Beto Avelar, a reorganização da equipe é uma oportunidade para melhorar o desempenho da gestão municipal. O parlamentar afirmou que a ideia é buscar um novo rumo para que a administração retorne aos trilhos do planejamento esperado.
A discussão sobre o secretariado acontece em um momento de contenção de gastos na prefeitura. Desde março de 2025, a gestão aplica medidas para reduzir despesas com água, energia elétrica, combustíveis, serviços de terceiros, além de restringir contratações e diárias.
Em fevereiro de 2026, novos decretos de contenção de despesas foram editados para estabelecer metas de economia em todos os órgãos municipais e manter o controle sobre os gastos públicos.
Impacto do ICMS nas contas da Capital
Além da necessidade de ajuste na máquina pública, o município enfrenta uma redução na sua participação na distribuição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Segundo projeções da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) divulgadas nesta quinta-feira (29), a fatia de Campo Grande deve sofrer queda.
A participação da Capital no rateio do imposto deve passar de 12,11% em 2026 para 11,65% em 2027, uma redução de aproximadamente 0,46 ponto percentual. Mesmo com a queda, Campo Grande permanece com a maior participação individual entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.
Enquanto a Capital perde espaço, outros municípios do estado apresentam crescimento no repasse. Três Lagoas deve passar de 7,54% para 7,67%, e Ribas do Rio Pardo deve subir de cerca de 1,90% para 2,80% na distribuição do imposto.
