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Política

Hugo Motta cria grupo para regulamentar propaganda eleitoral em plataformas digitais

Grupo de trabalho terá 15 dias para propor mudanças no Código Eleitoral e busca trazer clareza às campanhas digitais.

Por Redação Diário Local

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), formalizou a criação de um grupo de trabalho para discutir a regulamentação da propaganda eleitoral em plataformas digitais. O ato da Presidência foi publicado no Diário da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (29).

O colegiado tem como objetivo estabelecer parâmetros para as campanhas em redes sociais e outros meios digitais, buscando aproximar essas regras do modelo já utilizado para rádio, televisão e materiais impressos. O anúncio da iniciativa ocorreu após uma reunião entre Motta, presidentes de partidos e líderes partidários na Residência Oficial da Câmara, realizada na quarta-feira (28).

Segundo o presidente da Casa, a proposta não visa restringir a atuação dos usuários ou aplicar censura, mas sim conferir clareza ao Código Eleitoral. "A ideia não é tolher absolutamente ninguém, não é censurar absolutamente ninguém, mas sim trazer uma clareza dentro do Código Eleitoral", afirmou Motta.

Como funcionará o grupo de trabalho?

O grupo de trabalho será composto por um deputado de cada partido, cujos integrantes serão indicados pelos respectivos líderes ou representantes para a Secretaria-Geral da Mesa. Uma vez constituído, o colegiado terá um prazo de 15 dias para elaborar uma proposta de alteração no Código Eleitoral.

A meta da Presidência da Câmara é que o texto resultante do grupo seja enviado para votação e aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado ainda em 2026. O movimento busca dar segurança jurídica ao processo eleitoral no ambiente virtual.

Questionamentos sobre plataformas digitais

A iniciativa surge em meio a questionamentos sobre a atuação das empresas de tecnologia durante o pleito de 2026. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a ser acionado por instabilidades em contas de candidatos e pelo rigor considerado desproporcional de filtros aplicados pela Meta.

O Ministério Público Federal (MPF) também pediu explicações à Meta após a empresa restringir 206.910 conteúdos no primeiro turno, baseando-se em critérios de silêncio eleitoral e uso de inteligência artificial (IA). A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão considerou as justificativas da empresa insuficientes e recomendou medidas para garantir a liberdade de expressão.

Em comunicado, a Meta afirmou que a restrição de conteúdos gerados ou alterados por IA foi feita para cumprir uma resolução do TSE. O debate sobre o papel das plataformas e a remoção automatizada de reportagens sobre pesquisas eleitorais tem sido um dos pontos centrais de tensão no cenário político recente.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.