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Advogado de Lulinha rebate afirmação de Alfredo Gaspar sobre possível prisão do empresário

Defesa de Fábio Luís Lula da Silva reage a declarações de relator da CPMI do INSS que previu prisão do empresário.

Por Redação Diário Local

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, rebateu declarações do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) sobre a possibilidade de prisão do empresário pela Polícia Federal (PF). O embate ocorreu após Gaspar, que é vice na chapa de Flávio Bolsonaro, afirmar que vê indícios de que Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, serão investigados e presos.

Em resposta às falas de Gaspar, realizadas nesta terça-feira (19), o advogado Marco Aurélio, que coordena o Grupo Prerrogativas, afirmou que não existe motivo para a prisão de Fábio Luís. Segundo a defesa, o empresário se mudou para a Espanha após o surgimento das denúncias e deve ter o princípio da presunção de inocência respeitado.

O defensor criticou a postura do parlamentar, sugerindo que as declarações de Gaspar seriam uma "estratégia diversionista". Para o advogado, a fala serviria para desviar o foco de acusações que recaem sobre o próprio candidato de Gaspar, Flávio Bolsonaro.

O que diz a defesa de Lulinha

Marco Aurélio de Carvalho questionou a fundamentação de Gaspar, alegando que o deputado talvez não tenha percebido que a Polícia Federal está próxima de seu próprio mandato. O advogado afirmou duvidar que haja qualquer fundamento para medidas de prisão contra o empresário ou contra o ex-chefe de gabinete do presidente, Marcola.

Lulinha é alvo de inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Polícia Federal. As investigações apuram a relação do empresário com a lobista e empresária Roberta Luchsinger, no âmbito de um escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O caso investigado trata de supostos descontos irregulares em benefícios de pensionistas do órgão. Roberta Luchsinger é apontada pelas investigações como uma possível intermediária entre o investigado Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e integrantes do governo federal.

Até o momento, o ex-chefe de gabinete Marcola não é formalmente investigado por sua relação com a lobista. Já Alfredo Gaspar, que atua como relator da CPMI do INSS, não é alvo de investigações oficiais no momento.

O deputado chegou a enfrentar uma notícia-crime apresentada pelo parlamentar Lindbergh Farias (PT-RJ) sobre outro tema, mas afirmou ter cedido material genético à Polícia Federal para comprovar sua inocência. O parlamentar sustenta que a denúncia contra ele teria sido armada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.