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Política

Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio articulam chapa para disputar eleições no Distrito Federal

Grupo político busca união entre PSD e Avante para disputar cargos no governo e no Senado durante o pleito deste ano

Por Davy Albuquerque

O ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, articula junto ao ex-senador Gim Argello e ao ex-vice-governador Paulo Octávio a formação de uma chapa para disputar as eleições deste ano no Distrito Federal.

A articulação ocorre entre membros do PSD e do Avante. O acordo em negociação estabelece que o Avante poderá indicar o candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Arruda ou lançar um nome próprio para concorrer ao Senado.

Atualmente, Paulo Octávio é apontado como pré-candidato ao Senado pelo PSD. Contudo, uma das possibilidades discutidas é que ele deixe a disputa pela Casa Alta para concorrer ao cargo de vice-governador na chapa de Arruda, abrindo espaço para Jorge Argello disputar o Senado.

O que se sabe sobre a composição da chapa?

A vaga para o cargo de vice permanece como um dos principais pontos das negociações entre os partidos. Entre os nomes cotados para compor a chapa está o próprio Gim Argello, que preside o Avante-DF.

Outra hipótese levantada é a de que o Avante indique Jorge Argello, filho do ex-senador, para a disputa de vice-governador.

O grupo deve oficializar as chapas do PSD e do Avante para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e para a Câmara dos Deputados durante uma convenção conjunta no próximo domingo (26).

Histórico dos articuladores

José Roberto Arruda acumula seis condenações em segunda instância por improbidade administrativa, decorrentes da Operação Caixa de Pandora. O ex-governador foi condenado a ressarcir R$ 595 milhões aos cofres públicos em valores atualizados. Ele busca viabilizar candidatura em 2026 com base em discussões no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei da Ficha Limpa.

Paulo Octávio foi condenado em janeiro de 2022 pela 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal por improbidade administrativa relacionada a irregularidades nas autorizações para a construção do JK Shopping. Em agosto de 2022, o ex-vice-governador firmou acordo com o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) que afastou sanções de inelegibilidade e multas.

Gim Argello foi condenado em 2016 pelo então juiz federal Sérgio Moro por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação. Após cumprir pena, foi solto em 2019 por indulto natalino. Em fevereiro de 2022, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou integralmente sua condenação na Operação Lava Jato.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.