Celina Leão afirma que documentação de bancos atrasa empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o BRB
Governadora explica que processo para viabilizar R$ 6,6 bilhões depende de assinaturas de bancos que participarão do consórcio.
Por Redação Diário Local
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o processo de empréstimo solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para a recuperação do Banco de Brasília (BRB) apresenta lentidão devido à coleta de documentação das instituições que darão a fiança no negócio. A operação de crédito é estimada em R$ 6,6 bilhões.
Segundo a governadora, o atraso ocorre porque o Banco do Brasil, que coordena o processo, está finalizando o levantamento de documentos de todos os bancos de grande porte (N1) que participarão do consórcio. Celina Leão declarou, neste domingo (2), que o BRB já está em fase de recuperação e que falta apenas a etapa de assinatura do acordo.
O acordo para viabilizar esse crédito foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 28 de maio. A operação financeira é considerada essencial para a estabilidade da instituição e para a manutenção de serviços públicos vinculados à entidade.
Em declarações recentes, a governadora destacou os riscos de uma possível liquidação do banco. Ela ressaltou que a previdência dos servidores públicos, além de diversos programas sociais, está custodiada no BRB.
A questão do BRB deve ser um dos temas centrais da campanha eleitoral para o Palácio do Buriti. No dia em que oficializou sua candidatura à reeleição, Celina Leão utilizou o tema para rebater críticas de adversários políticos sobre a crise na instituição.
A governadora afirmou que nenhum de seus opositores apresentou propostas para solucionar o impasse financeiro do banco. "São irresponsáveis porque não amam Brasília. Nenhum trouxe nenhuma solução. Quem resolveu fui eu", declarou a gestora.
A operação de crédito também envolve a definição de garantias entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a União. Durante audiência recente entre representantes do governo local e do governo federal, ficou decidido que não haverá repasse de recursos da União para a operação de crédito destinada ao banco.
O cenário atual foca na conclusão do arranjo de fiança entre os bancos do consórcio para garantir o fluxo de recursos necessário à continuidade das atividades do BRB.
