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Política

Lula critica decisão do TSE que suspende canal de André Janones no WhatsApp

Presidente chamou de absurdo a determinação do TSE que ordenou que a Meta suspenda canal com 3,3 milhões de seguidores.

Por Redação Diário Local

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de determinar a suspensão do canal de WhatsApp 'Exército do Lula'. A medida atende a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) e ordena que a Meta suspenda o canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-SP), no prazo de três horas.

A determinação foi publicada no fim da manhã deste domingo (11). O canal de comunicação contava com cerca de 3,3 milhões de seguidores. Durante ato de campanha realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11), o presidente classificou a decisão como um absurdo.

Lula afirmou que sua equipe jurídica deverá apresentar um pedido de explicação sobre o caso. O presidente relatou perceber o que chamou de decisões tendenciosas contra sua candidatura e defendeu o direito de manter canais que incentivem o voto em sua gestão.

O presidente também questionou a postura do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que a Justiça permita que as eleições ocorram sem interferências. O ato de campanha em São Paulo, que conta com a presença de aliados como o ministro Fernando Haddad (PT), é o terceiro de rua realizado pelo petista para o segundo turno das eleições de 2026.

Motivo da suspensão

A ação que fundamentou a decisão acusa a estrutura do canal de promover desinformação coordenada na reta final da campanha. Segundo o pedido, o grupo orientava os integrantes a agirem de forma massiva para replicar afirmações que já haviam sido reconhecidas como falsas pela Justiça Eleitoral.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, avaliou que ordens pontuais para a remoção de mensagens específicas tornaram-se insuficientes para conter o problema. O magistrado destacou que a liberdade de expressão não funciona como um salvo-conduto para a prática de ilícitos eleitorais.

Em sua decisão, Nunes Marques pontuou que a paridade de armas entre os candidatos é afetada quando uma ferramenta de comunicação é convertida em um instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito. O entendimento é que o equilíbrio da disputa eleitoral deve ser preservado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.