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Política

Economista da campanha de Flávio Bolsonaro defende foco em oportunidades e critica assistencialismo

Integrante da equipe do candidato Flávio Bolsonaro afirma que o Estado deve criar condições para autonomia financeira e empreendedorismo.

Por Redação Diário Local

A economista Daniela Marques, que integra a equipe do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta terça-feira (1) que a gestão do senador deve focar na distribuição de "oportunidades, dignidade e propriedade", em vez do que classificou como a distribuição de "migalhas".

As declarações foram feitas durante o Fórum Empresarial, realizado em São Paulo. Segundo a economista, o objetivo deve ser colocar o país em uma era de modernidade e competitividade, promovendo a autonomia financeira dos cidadãos em vez do assistencialismo.

Marques criticou o modelo de transferência de renda, argumentando que o foco estatal não deve ser o assistencialismo, pois essa prática afasta o país da prosperidade. Para ela, o Estado deve criar condições para que as pessoas tenham acesso à propriedade e chances reais de crescimento.

A economista afirmou que políticas de transferência de renda não deveriam ser a prioridade principal da gestão pública. Segundo a visão de Marques, é necessário estabelecer mecanismos para que os beneficiários possam aumentar sua renda e reduzir a dependência de programas sociais.

Autonomia e liberdade de voto

De acordo com a economista, a promoção da independência financeira permitiria que o cidadão se liberasse, inclusive, de influências partidárias. "Isso liberta, inclusive de partidos políticos. E aí cada um tem liberdade pra votar em quem quiser", afirmou Marques.

A especialista também sugeriu que o governo ofereça mecanismos de segurança para quem decide buscar a formalização e o empreendedorismo. A proposta é que, caso indivíduos que deixaram programas sociais enfrentem dificuldades, possam retornar aos benefícios sem o medo de perder o suporte de forma definitiva.

Essa rede de proteção permitiria que as pessoas buscassem o crescimento econômico e a autonomia sem o temor de ficarem desassistidas em momentos de vulnerabilidade. O objetivo seria incentivar o empreendedorismo como alternativa à assistência governamental.

Ao encerrar sua fala no evento em São Paulo, a economista reforçou a ideia de que o cidadão deve buscar o crescimento por conta própria, utilizando as oportunidades estruturadas pelo Estado para conquistar estabilidade e prosperidade.

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