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Segurança

STF mantém prisão de investigado por ligar cúpula do PCC à máfia italiana

Ministro Nunes Marques negou habeas corpus a Willian Barile Agati, investigado por intermediar exportação de cocaína para a Europa

Por Redação Diário Local

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (26) o pedido de habeas corpus de Willian Barile Agati. Com a decisão, o investigado, apontado pela Polícia Federal (PF) como o “concierge do PCC”, permanece preso preventivamente.

Segundo as investigações da polícia, Agati era responsável por conectar a cúpula da facção criminosa a compradores de drogas no exterior, com destaque para a máfia italiana ‘Ndrangheta. Ele utilizava contatos na Europa para intermediar a exportação de cocaína, ocultando o entorpecente em cargas de produtos agrícolas que partiam do Porto de Paranaguá, no Paraná, com destino à Espanha.

Além da rota marítima, a PF afirma que o investigado gerenciava rotas aéreas entre o Brasil e a Bélgica, fornecendo aviões privados adaptados para o transporte de grandes quantidades de drogas entre a América e o continente europeu.

Como funcionava a logística do investigado

A Polícia Federal aponta que o investigado utilizava um padrão de vida luxuoso para circular em meios influentes e movimentar quantias bilionárias sem levantar suspeitas imediatas. Entre 2017 e 2024, Agati teria movimentado aproximadamente R$ 2 bilhões.

As investigações indicam que ele atuava na lavagem de dinheiro da facção por meio da criação de empresas de fachada para integrar valores do narcotráfico à economia formal. Além disso, ele disponibilizava itens de luxo, como jatos, veículos importados e imóveis, para os integrantes do grupo criminoso.

Para a coordenação das atividades internacionais, o investigado utilizava o aplicativo de mensagens criptografadas Sky ECC, operando sob diversos codinomes. A polícia também investiga tentativas de obter documentos falsos para facilitar o resgate de integrantes da facção detidos no exterior.

Defesa contesta acusações

A defesa de Willian Barile Agati nega todas as acusações apresentadas pela polícia. O advogado Eduardo Maurício argumentou que o pedido de habeas corpus visava a revogação da prisão devido à ausência de contemporaneidade dos fatos.

A defesa também defendeu o respeito à presunção de inocência até o trânsito em julgado do processo. O advogado questionou a validade das provas, alegando que a investigação se baseia em dados extraídos de aparelhos de telefonia criptografada que seriam nulos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.