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Eleições

Eleitorado jovem do Distrito Federal cai 38,7% em relação a 2022

Número de eleitores com 16 e 17 anos no DF recuou mais que a média nacional, enquanto o grupo de idosos registrou alta de 30%

Por Redação Diário Local

O número de eleitores jovens no Distrito Federal, na faixa de 16 e 17 anos, registrou uma queda de 38,7% em comparação às eleições de 2022. A retração no DF é superior à média nacional para o voto facultativo, que apresentou redução de 14,5% no país no mesmo período.

Em contrapartida ao recuo entre os jovens, o eleitorado idoso com título de eleitor regularizado apresentou um crescimento de 30% entre 2022 e 2026. Ambos os perfis possuem em comum a condição de voto facultativo nas urnas.

Além da mudança no perfil dos eleitores, a idade média dos candidatos no Distrito Federal também subiu em relação ao último pleito. No caso do Senado, a média saltou de 53,5 anos em 2022 para 59,3 anos em 2026.

O cientista político Henrique Hellas explica que o envelhecimento dos candidatos decorre da lógica interna dos partidos, envolvendo tempo de filiação, capacidade de arrecadação e estrutura de poder consolidada. Já a queda entre os jovens estaria ligada a comportamentos demográficos e à descrença nas instituições.

A disputa para o Governo do Distrito Federal (GDF) foi a única que seguiu o caminho inverso em relação ao envelhecimento dos outros cargos. A média de idade dos candidatos ao governo ficou 4% mais jovem, passando de 53,3 anos em 2022 para 51,1 anos em 2026.

Contudo, o envelhecimento não é uniforme e o dado do GDF deve ser analisado com cautela. Segundo Hellas, a disputa para o governo conta com apenas 11 candidatos, o que torna o índice uma peculiaridade local e não necessariamente uma tendência geral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tentou estimular o público de 15 anos ou mais por meio da campanha "Votar é a nossa cara", lançada em novembro de 2025. A iniciativa utilizou figuras públicas para gerar identificação, mas especialistas apontam que o engajamento tende a cair em anos de eleições municipais.

O especialista em direito eleitoral Guilherme Augusto Mota alerta que o cenário pode impactar a política a partir de 2030. Para ele, o voto é um hábito e o atraso no primeiro contato com as eleições pode fragilizar o vínculo das novas gerações com a democracia representativa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.