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Lula e Flávio Bolsonaro disputam apoio de 13,7 milhões de MEIs no segundo turno das eleições

Candidatos apresentam propostas para microempreendedores, que representam mais de 50% dos pequenos negócios no país.

Por Redação Diário Local

Os microempreendedores individuais (MEIs) tornaram-se alvo de disputa política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro durante o segundo turno da eleição presidencial. Com mais de 13,7 milhões de cadastrados no país, a categoria concentra mais da metade dos pequenos negócios brasileiros.

O presidente Lula apresentou propostas de apoio à categoria, que incluem o oferecimento de suporte financeiro no valor de R$ 5 mil e o perdão de dívidas. Tais medidas foram aprovadas pelo Senado nesta quinta-feira (15).

Em resposta, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a iniciativa do atual presidente busca capturar votos. O candidato do PL também incluiu propostas específicas para os microempreendedores em seu plano de governo.

Por que os MEIs são importantes para a economia?

A relevância dos MEIs para a economia nacional é sustentada pelos números. De acordo com o Sebrae, os microempreendedores representam 51,63% dos pequenos negócios no Brasil. Atualmente, o país registra 13.738.474 profissionais cadastrados nas áreas de comércio, indústria, serviços e agropecuária.

Em termos regionais, São Paulo lidera o ranking com 3.949.702 cadastrados, seguido por Minas Gerais, que possui 1.555.584 microempreendedores. A formalização garante aos trabalhadores o acesso à proteção previdenciária, como aposentadoria por idade, salário-maternidade e auxílio por incapacidade temporária.

Quais são os desafios do setor?

O alto número de MEIs nem sempre reflete dinamismo econômico. Para alguns profissionais, o registro é uma oportunidade de negócio; para outros, é uma alternativa diante da escassez de empregos com carteira assinada. O fortalecimento do mercado de trabalho formal é visto como um fator que permite a criação de negócios mais planejados.

O endividamento também é um gargalo. Com margens de lucro reduzidas e faturamento instável, muitos empreendedores utilizam o crédito para cobrir despesas do dia a dia. O cenário é dificultado pelos juros elevados e pelos custos de financiamento, que tendem a ser maiores para o pequeno negócio.

Como incentivar o crescimento da categoria?

Para além do crédito, especialistas sugerem que o apoio estatal pode ocorrer por meio de infraestrutura, como a criação de espaços compartilhados e centros de comercialização. Outra frente mencionada é o desenvolvimento de plataformas digitais públicas que reduzam as taxas de intermediação para o trabalhador.

Medidas como o fortalecimento de fundos garantidores, a renegociação de dívidas, o acesso às compras públicas e a atualização do teto de faturamento também são apontadas como caminhos para garantir que o empreendedor consiga prosperar e expandir seu negócio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.