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X defende vídeo de Romeu Zema feito com IA e contesta acusações de Fábio Luís Lula da Silva

Rede social argumenta que vídeo produzido com IA é sátira baseada em fatos e pede rejeição de recurso judicial.

Por Redação Diário Local

A plataforma social X defendeu a manutenção de um vídeo produzido por inteligência artificial (IA) pelo presidenciável Romeu Zema (Novo) e pediu a rejeição do recurso apresentado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A disputa judicial ocorre após o filho do presidente Lula alegar que a publicação o associa a crimes.

O conteúdo em questão utiliza tecnologia de IA para simular um diálogo entre o presidente Lula e Fábio Luís sobre investigações e supostas interferências para beneficiar o filho do presidente. No vídeo, Lulinha é referido como o “Messi da impunidade” e a peça também cita o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em manifestação judicial, os advogados do X argumentam que o vídeo tem caráter de sátira e utiliza tom humorístico. Segundo a defesa da rede social, a expressão utilizada contra Fábio Luís é um juízo de valor crítico sobre fatos públicos, referindo-se a investigações que, ao longo de duas décadas, não resultaram em condenações por terem sido arquivadas ou anuladas.

A rede social também rebateu a acusação de que o material associa o filho do presidente ao tráfico de drogas. A defesa explicou que a cena que exibe uma estufa de cannabis faz referência a notícias sobre uma investigação no STF que envolve o setor de cannabis medicinal e o nome de Fábio Luís.

De acordo acordo com o X, o vídeo não menciona o comércio ilícito ou atividades criminosas relacionadas à substância. A empresa ressaltou que a cena reproduz, segundos antes, uma manchete jornalística real sobre uma investigação que apura tráfico de influência envolvendo o alvo da publicação.

A Meta, empresa responsável pelo Instagram, também pediu que o recurso de Fábio Luís seja rejeitado. A companhia argumentou que cabe ao tribunal avaliar se a publicação viola direitos antes de determinar a remoção do conteúdo das redes.

A Meta também contestou o pedido de informações sobre o alcance do vídeo e sobre possíveis pagamentos realizados para a sua divulgação. A empresa afirmou que esses dados são protegidos por sigilo e só podem ser fornecidos caso haja uma ordem judicial específica.

A disputa judicial envolve a interpretação se o uso de inteligência artificial para simular diálogos e o uso de termos críticos configuram direito à sátira ou violação de direitos individuais. O caso segue sob análise do Poder Judiciário.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.