Disputa por suplência de Simone Tebet causa divisão no PT em São Paulo
Aliados do presidente Lula definiram que a vaga de suplente de Tebet deve ficar com o partido, mas nomes de diferentes alas divergem sobre a indicação.
Por Davy Albuquerque
A disputa pela definição dos suplentes de Simone Tebet (PSB) para o Senado em São Paulo tem provocado divisões internas no Partido dos Trabalhadores (PT). Enquanto aliados do presidente Lula definiram que a vaga de suplente de Tebet ficará com o partido, diferentes grupos disputam quais nomes devem integrar a chapa.
A movimentação ocorre em meio ao cenário eleitoral paulista, onde as vagas de suplência ganham relevância para a composição das alianças da esquerda. De acordo com o planejamento de aliados de Lula, enquanto a suplência de Tebet seria do PT, a vaga de suplente de Marina Silva (Rede) ficaria com nomes do PSol ou do PDT.
Como funciona a disputa interna no PT?
O debate dentro do PT divide a legenda entre setores sindicais e acadêmicos. Uma frente defende a indicação de Vicentinho (PT-SP), ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. A proposta de sua candidatura à suplência busca contemplar o movimento negro e evitar a dispersão de votos entre os representantes da categoria dos metalúrgicos.
A entrada de Vicentinho no pleito também abriria caminho para Moisés Selerges, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que é pré-candidato a deputado federal. Fontes do campo da esquerda indicam que Selerges é visto como um nome ligado a Lula.
Em contrapartida, outra ala do partido prefere nomes ligados ao campo intelectual e jurídico. Entre os nomes defendidos por juristas e professores petistas estão Laio Morais, ex-chefe de gabinete de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, e o advogado Marco Aurélio Carvalho.
O que dizem as últimas pesquisas?
O cenário para o Senado em São Paulo foi detalhado em levantamento do instituto Datafolha, divulgado no domingo (6). A pesquisa, realizada entre os dias 1º (terça-feira) e 3 de julho (quinta-feira) em 71 municípios, mostrou Marina Silva e Simone Tebet tecnicamente empatadas na liderança.
Os dados apontam Marina Silva com 18% das intenções de voto e Simone Tebet com 16%. Na sequência, aparece Ricardo Salles (Novo) com 13%, seguido por André do Prado (PL) com 11%, Guilherme Derrite (PP) com 10% e Paulinho da Força (Solidariedade) com 8%.
A margem de erro do levantamento, que ouviu 1.608 eleitores, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
