Diário Local
Eleições 2026

Candidaturas em Minas Gerais ganham corpo com anúncios de Patrus Ananias e possível Cleitinho

Cenário político mineiro apresenta seis competidores principais e articulações de alianças entre partidos para a sucessão de 2026

Por Davy Albuquerque

A disputa pela sucessão do governo de Minas Gerais em 2026 começou a ganhar contornos definidos com o anúncio da candidatura de Patrus Ananias (PT) e a expectativa de que o senador Cleitinho (Republicanos) oficialize sua corrida ao Palácio Tiradentes no próximo sábado (25).

O cenário político mineiro apresenta, neste momento, um rascunho com seis competidores principais que possuem representação na Câmara dos Deputados. Além de Patrus Ananias e Cleitinho, figuram na disputa o governador Mateus Simões (PSD), o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) e o ex-presidente da Câmara Municipal Gabriel Azevedo (MDB).

Também são esperadas candidaturas de legendas com menor representação, como Túlio Lopes (PCB), Ben Mendes (Missão) e Rafael Duda (PSTU).

Como funcionam as alianças de direita?

A articulação envolvendo o senador Cleitinho avança por meio de reuniões entre as cúpulas nacionais do Republicanos e do PL. Embora o senador tenha demonstrado resistência inicial para formalizar a aliança devido ao cenário nacional, as conversas apontam para a construção de uma chapa encabeçada por Cleitinho com Vittorio Medioli como vice.

Devido a essas negociações, o PL adiou sua convenção de 23 para 27 de julho (domingo), aguardando as definições do Republicanos. Caso a composição não se concretize, o PL poderá seguir com a candidatura de Vittorio Medioli.

O campo lulista e as alianças no estado

Com a candidatura de Patrus Ananias, os partidos aliados ao governo federal iniciam a organização das frentes de apoio. O PSB, liderado por Jarbas Soares, caminha para uma aliança com a Federação PT-PV-PCdoB. Dentro desse grupo, ainda se discutem possibilidades para a segunda vaga ao Senado ou para o cargo de vice.

O Psol, de Maria da Consolação, e a Rede também devem integrar a frente em torno de Patrus Ananias. Contudo, a ampliação desse grupo para o PDT ou MDB é vista com menos probabilidade por analistas, uma vez que Alexandre Kalil apresenta bom desempenho em pesquisas e não sinaliza desistência da candidatura.

Novas movimentações no cenário mineiro

O MDB, que mantém neutralidade no plano nacional, reafirmou a candidatura de Gabriel Azevedo ao governo estadual e busca apoio de legendas como Avante, PSDB e Cidadania. O partido tentou, sem sucesso, liderar uma frente ampla com a Federação PT-PV-PcdoB.

Em outra frente, o ex-secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), surge como provável candidato pelo grupo da Federação União Progressista. O movimento ocorre em um contexto de disputa interna na direita mineira, envolvendo também o senador Carlos Viana (PSD), que busca vaga para o Senado.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.