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Eleições Rio

Cientistas políticos avaliam Eduardo Paes fortalecido e direita desorganizada para Governo do Rio

Análise técnica aponta migração de prefeitos para o grupo de Paes e enfraquecimento da chapa do PL para o governo estadual.

Por Redação Diário Local

O cenário eleitoral para o Governo do Estado do Rio de Janeiro apresenta tendência de fortalecimento para Eduardo Paes (PSD) e desorganização dos grupos de direita, segundo análise de cientistas políticos. A avaliação indica que a expectativa de vitória de Paes tem atraído lideranças municipais e prefeitos que buscam alinhamento político para garantir repasses e parcerias com o Palácio Guanabara.

A análise, realizada pelos cientistas políticos Antônio Mariano e Bruno Kazuhiro, aponta que a migração de prefeitos para o campo de Paes ocorre pela percepção de que o atual governador, Ricardo Couto, atua como um administrador sem um grupo político próprio. Com isso, lideranças de cidades dependentes do Estado buscam se aproximar do candidato do PSD visando tanto a eleição estadual quanto ciclos de sucessão municipal.

Por que a candidatura do PL enfrenta dificuldades?

A chapa de Douglas Ruas (PL) apresenta sinais de desidratação e perda de expectativa de poder. Um dos fatores citados pelos especialistas é a desistência de Rogério Lisboa da disputa pela vice-governadoria. Lisboa possui influência política na Baixada Fluminense, e sua saída, sem uma indicação imediata do PP ou do União Brasil para substituí-lo, sugere uma postura de neutralidade dessas siglas.

Sem o controle da máquina estadual e sem uma coligação ampla, a candidatura de Ruas enfrenta obstáculos para atrair prefeitos e organizar palanques regionais. Apesar do cenário, os analistas avaliam que a disputa pode servir para consolidar o nome do deputado estadual entre o eleitorado conservador, dependendo de articulações nacionais do PL e da família Bolsonaro.

Qual o impacto de Anthony Garotinho na disputa?

O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) é apontado como o principal elemento de incerteza no pleito. Garotinho já apareceu à frente de Douglas Ruas em pesquisas de intenção de voto e possui décadas de exposição pública. Uma possível união entre Republicanos e PL, com apoio do bolsonarismo, poderia reunir eleitores evangélicos e tradicionais, dificultando uma vitória de Paes no primeiro turno.

Por outro lado, a trajetória de Garotinho pode atuar como um fator de equilíbrio para o PSD. A avaliação é que a rejeição acumulada pelo ex-governador ao longo de sua carreira poderia favorecer Eduardo Paes em um eventual segundo turno, caso a eleição não seja decidida na primeira etapa.

Como ficam as eleições para o Senado e Alerj?

A fragmentação da direita também afeta a disputa pelo Senado, onde nomes como Carlos Portinho (PL) e Marcelo Crivella (Republicanos) disputam espaço. A divisão de votos entre candidatos de direita pode beneficiar Benedita da Silva (PT), que conta com um eleitorado mais organizado no campo da esquerda. No campo do PSD, a candidatura de Pedro Paulo pode impulsionar o grupo para o Senado.

Na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o PSD tem potencial para ultrapassar a bancada do PL. Enquanto o PL perde capacidade de mobilização devido à exoneração de comissionados e afastamento de aliados no governo, o PSD conta com o controle da Prefeitura do Rio e uma nominata que pode eleger entre 12 e 15 deputados estaduais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.