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Política

Erika Hilton chama Ratinho de criminoso durante disputa judicial por direito de resposta

Deputada federal Erika Hilton afirmou que o apresentador cometeu atos criminosos ao questionar sua identidade em programa de TV

Por Davy Albuquerque

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) afirmou, nesta quarta-feira (15/7), que considera o apresentador Ratinho um criminoso. A declaração foi feita durante sua participação no programa Lorelive, no contexto de uma disputa judicial entre a parlamentar e o comunicador do SBT.

A deputada utilizou a dinâmica do programa para criticar as falas do apresentador, classificando as ofensas como inaceitáveis. Hilton declarou que não "tiraria a peruca" para alguém que carrega o nome de um "bicho rasteiro do esgoto".

Segundo a parlamentar, o caso ultrapassa a esfera das polêmicas e se tornou uma questão de tribunal. "Quando você usa um programa de televisão para agredir, ofender e questionar a identidade de uma parlamentar e de uma parcela da população que vive uma das piores estatísticas do país, é criminoso, nojento, baixo e não pode ser tolerado", disparou.

Entenda a origem da disputa judicial

O embate jurídico começou em março deste ano, após comentários feitos por Ratinho sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados. Na ocasião, o apresentador questionou a indicação, alegando que não considerava justo o comando da comissão por uma mulher trans.

Em junho, a Justiça determinou que a deputada tivesse o direito de exercer seu direito de resposta no mesmo espaço e com igual destaque. Contudo, o desembargador Mário Chiuvite Júnior, da 3ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), acolheu um pedido de efeito suspensivo apresentado pelo SBT.

Com a decisão do magistrado, a exibição do direito de resposta de Erika Hilton está temporariamente suspensa até que ocorra o julgamento definitivo do recurso apresentado pela emissora.

Erika Hilton acusa defesa do SBT de má-fé

Após a suspensão da ordem de resposta, a parlamentar apresentou um recurso acusando a defesa do apresentador de tentar induzir o Judiciário ao erro. A deputada sustenta que houve tentativa de "enganar" o tribunal ao afirmar que ela mesma teria divulgado o vídeo de resposta ao público.

Erika Hilton negou ter promovido qualquer publicidade do material e afirmou que a emissora alterou deliberadamente a verdade dos fatos. Segundo a parlamentar, a estratégia visava alegar que o direito de resposta teria perdido sua finalidade por já ter sido publicado.

No recurso, a deputada pede que o SBT seja condenado por litigância de má-fé e que a instituição arque com a multa prevista em lei.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.