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Política

Flávio Bolsonaro critica sistema de votação e pede observadores internacionais para as eleições

Senador mencionou empresa venezuelana e afirmou que o Brasil carece de segurança jurídica para atrair investimentos.

Por Redação Diário Local

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou a segurança do sistema de votação brasileiro durante um evento com diplomatas estrangeiros, realizado nesta terça-feira (21), em Brasília. Durante o encontro, o parlamentar pediu que os países enviem o maior número possível de observadores internacionais para fiscalizar as eleições de outubro.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro mencionou um relatório da CIA e associou as urnas eletrônicas do Brasil à empresa Smartmatic, de origem venezuelana. Segundo o senador, as máquinas utilizadas no país teriam a mesma procedência da tecnologia empregada na Venezuela, país que recentemente foi alvo de denúncias do governo americano sobre suspeitas de fraudes eleitorais.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia declarado, em nota anterior, que a Smartmatic nunca vendeu urnas ou softwares para o Brasil. A Justiça Eleitoral esclareceu que a empresa apenas forneceu serviços de treinamento de pessoal para suporte técnico e operacional.

O senador reforçou o pedido de fiscalização técnica, sugerindo que os observadores internacionais tenham conhecimento sobre a tecnologia das urnas para garantir a transparência do processo. Flávio defendeu que a presença desses especialistas ajudaria a assegurar eleições mais seguras no país.

Contexto sobre Jair Bolsonaro

Durante o evento, o parlamentar também comentou sobre a situação jurídica de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio afirmou que a inelegibilidade do pai decorre de uma preocupação manifestada pela transparência do sistema eleitoral para os embaixadores.

O senador alegou que o Brasil enfrenta falta de segurança jurídica, o que estaria prejudicando a vinda de investimentos estrangeiros. Ele também sustentou que o Supremo Tribunal Federal (STF) promove perseguições contra o ex-presidente.

Flávio Bolsonaro também criticou a atuação da Polícia Federal (PF), alegando que parte da corporação estaria sendo utilizada para perseguições políticas contra opositores do atual governo. Ele afirmou que Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado sem a apresentação de provas.

Em 2023, o TSE condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos devido a uma reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores. Na ocasião, o ex-presidente fez afirmações sem comprovação sobre o sistema de votação eletrônica e a lisura do processo eleitoral brasileiro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.