Flávio Bolsonaro questiona origem de urnas eletrônicas em reunião com diplomatas
Senador citou empresa venezuelana em evento; TSE já havia desmentido relação entre Smartmatic e sistema de votação brasileiro.
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro participou de um evento com representantes diplomáticos de mais de 40 países nesta terça-feira (21), em Brasília, onde mencionou a origem das urnas eletrônicas utilizadas no país.
Durante o encontro, que reuniu embaixadores e chefes de missão de nações como Estados Unidos, China, Irlanda e Reino Unido, o parlamentar relacionou as máquinas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic. A afirmação do senador baseia-se em um relatório da Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos, divulgado nesta semana.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse Flávio Bolsonaro.
Pedido de observadores internacionais
O senador solicitou aos diplomatas presentes que os países enviem um número elevado de observadores estrangeiros para acompanhar o processo eleitoral deste ano. Segundo ele, o objetivo é contar com pessoas que tenham conhecimento técnico para auxiliar na segurança e transparência das eleições.
“O pedido que eu faço a todos aqui, não estou questionando o sistema de votação brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis”, explicou o parlamentar.
Após a repercussão das falas, a campanha de Flávio Bolsonaro divulgou uma nota afirmando que não é verdade que o senador tenha questionado a integridade do sistema de votação do país.
Histórico de esclarecimentos do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se manifestou sobre a relação entre a Smartmatic e o sistema eleitoral brasileiro. Em notas publicadas anteriormente, o tribunal esclareceu que a empresa não fornece urnas eletrônicas ou softwares para o Brasil, e que o projeto é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral.
De acordo com o TSE, a Smartmatic atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional. O tribunal reiterou que o sistema de votação é testado e utiliza meios criptografados, sem contato com redes públicas como a internet.
O órgão informou ainda que a empresa participou de uma licitação para a fabricação de urnas em 2020, mas o contrato foi vencido pela empresa Positivo.
