Flávio Bolsonaro recusa proteção da Polícia Federal e aponta risco de infiltração em campanha
Senador afirmou não confiar no diretor-geral da corporação e pediu que agentes sejam usados em investigações sobre o INSS
Por Davy Albuquerque
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recusou a proteção da Polícia Federal (PF) para o período da campanha presidencial de 2026. Em publicação feita no X neste domingo (19), o parlamentar afirmou não confiar no atual comando da corporação e manifestou o receio de que agentes sejam infiltrados em sua campanha.
O congressista sugeriu que o efetivo destinado à sua segurança seja redirecionado para as investigações sobre fraudes contra aposentados no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Flávio Bolsonaro citou Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao tratar de possíveis desvios na autarquia.
Ao declarar a recusa, o senador direcionou críticas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo o parlamentar, o atual comando da instituição não oferece a confiança necessária para garantir a integridade do processo eleitoral de sua pré-candidatura.
O congressista afirmou ainda que, caso seja eleito, pretende devolver a autonomia à corporação. Flávio Bolsonaro declarou que a instituição recebe, atualmente, ordens para perseguir opositores do governo federal.
Como funciona a proteção aos candidatos
A Polícia Federal informou que o esquema de segurança pode ser iniciado nesta segunda-feira (20), logo após a homologação das candidaturas pelas convenções partidárias. Para que o serviço seja ativado, as campanhas devem apresentar um pedido formal à corporação.
A estrutura de proteção possui caráter individualizado e é atualizada conforme as ameaças, vulnerabilidades e locais de deslocamento de cada candidato. O plano pode incluir veículos blindados, grupos táticos, equipamentos de defesa antidrone, reconhecimento facial e vistorias antibombas.
A corporação mantém diálogos com partidos e pré-candidaturas desde abril para alinhar protocolos de segurança. Segundo o órgão, uma sala de comando será ativada em Brasília para acompanhar os itinerários e as equipes em tempo real, com acesso restrito às informações sensíveis.
A adesão ao serviço de segurança é uma escolha facultativa de cada candidato. A Polícia Federal ressaltou que respeitará as campanhas que optarem pela recusa e que a proteção poderá ser solicitada em um momento posterior, caso as necessidades de segurança mudem.
