Flávio Bolsonaro afirma que Sergio Moro acredita em sua inocência em caso de 'rachadinhas'
Senador afirmou que divergências passadas estão superadas durante visita à cadeia de Ponta Grossa, no Paraná
Por Redação Diário Local
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (5), que o ex-juiz e senador Sergio Moro (PL-PR) tem a convicção de que o parlamentar não cometeu irregularidades no caso das chamadas "rachadinhas". A declaração foi feita durante uma visita à Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná, onde está preso o ex-assessor presidencial Filipe Martins.
Ao ser questionado por jornalistas sobre a aliança política com Moro, que disputa o governo do Paraná, Flávio Bolsonaro declarou que as divergências passadas entre os dois estão superadas. O senador afirmou que Moro faz parte de seu grupo político e é o candidato do grupo no estado paranaense.
A pergunta sobre a relação entre os dois surgiu após questionamentos sobre as acusações de "rachadinhas", caso pelo qual o senador chegou a ser denunciado pelo Ministério Público (MP) enquanto era deputado estadual no Rio de Janeiro. O processo, contudo, foi arquivado.
Flávio Bolsonaro defendeu a postura de Moro e descreveu o senador como um "grande quadro da política nacional". Segundo o parlamentar, o tempo demonstra a inocência dos envolvidos e reforçou que Moro continua sendo um símbolo de combate à corrupção.
Críticas ao governo e à Polícia Federal
Na mesma ocasião, o senador direcionou críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à atuação da Polícia Federal (PF). Ele afirmou que o governo federal promove trocas nas superintendências da PF com o objetivo de interferir em investigações em curso.
O parlamentar mencionou ainda a existência de suspeitas sobre repasses irregulares que envolveriam o filho do presidente da República. Para o senador, as movimentações na corporação configuram uma forma de interferência institucional.
Apoio a Filipe Martins
Sobre a visita à unidade prisional, Flávio Bolsonaro declarou que foi prestar apoio a Filipe Martins, que possui condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023. O senador chamou o ex-assessor de "injustiçado e perseguido".
O senador também criticou a condução dos processos pelo ministro Alexandre de Moraes. Ele defendeu a aplicação da lei da dosimetria de penas, defendendo que a medida permitiria a libertação de Martins.
