Gleidson Azevedo critica recomendação de classificação para desenhos bíblicos da Record Kids
Deputado federal questionou portaria do Ministério da Justiça que sugere classificação de 12 anos para animações produzidas em 2007
Por Redação Diário Local
O deputado federal Gleidson Azevedo (Republicanos-MG) criticou uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que propõe a reclassificação indicativa dos desenhos bíblicos da Record Kids. A recomendação do órgão sugere que o conteúdo seja destinado a maiores de 12 anos e exibido somente a partir das 20h em canais de televisão aberta.
A justificativa do Ministério para a mudança na classificação é que as animações, produzidas originalmente em 2007, conteriam atos criminosos, uso de drogas lícitas, violência e estigmas ou preconceitos. A medida impacta diretamente o horário de exibição de conteúdos voltados ao público infantil.
Em publicação realizada nas redes sociais, o parlamentar questionou quais foram os parâmetros técnicos utilizados para chegar a tal conclusão sobre o material. Gleidson Azevedo afirmou que pretende atuar em Brasília para combater a nova orientação sobre os desenhos.
A portaria em questão foi divulgada no Diário Oficial da União (DOU) da última quinta-feira (30). Além do caso da Record Kids, o documento prevê a reclassificação de diversas outras produções televisivas no país.
Entre os programas afetados está a 7ª temporada de Alerta Aeroporto Espanha, produzida em 2019. A recomendação atual para a série é que não seja exibida para menores de 14 anos.
O Ministério da Justiça também manteve restrições em pedidos feitos por outras emissoras. O Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, solicitou a revisão de sua classificação para permitir a exibição a menores de 12 anos, mas o pedido foi negado.
Ao indeferir o pedido da emissora, o órgão alegou que o programa contém linguagem de conteúdo sexual e/ou chula. A decisão também apontou a presença de atos violentos e agressão verbal ou linguagem depreciativa nas edições.
As novas determinações do Ministério da Justiça e Segurança Pública seguem os critérios de classificação indicativa, que avaliam o teor de violência, sexo e drogas para orientar os pais sobre o consumo de conteúdos audiovisuais.
