Janja afirma que não pretende disputar eleições e quer rotina reservada após mandato de Lula
Primeira-dama nega planos de disputar cargos públicos e afirma que pretende retomar vida reservada ao lado de Lula após o fim do ciclo político.
Por Davy Albuquerque
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, afirmou que não pretende disputar eleições no futuro e negou planos de concorrer a cargos políticos. Durante entrevista concedida nesta segunda-feira (14), ela rebateu especulações sobre uma possível sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou uma candidatura à Presidência da República.
Segundo a primeira-dama, o foco atual é o processo de reeleição de Lula em 2026. Ela declarou que, após o encerramento do ciclo político do marido, deseja retomar uma rotina mais reservada e privada ao lado dele.
"A gente não viveu ainda, a gente não teve lua de mel, a gente não viveu uma vida normal de um casal normal", afirmou Janja ao comentar o desejo de viver uma vida de casada fora da esfera pública.
Sobre a sucessão no Partido dos Trabalhadores (PT), a primeira-dama ressaltou que cabe à legenda construir novos quadros e lideranças para o futuro. Ela pontuou que Lula mantém proximidade com a sigla, mas não cabe a ela apontar nomes para o processo.
Ao ser questionada sobre o chamado "lulismo" — fenômeno de dependência do partido em relação à figura do presidente —, Janja rejeitou a leitura. Ela explicou que o protagonismo de Lula é uma consequência de sua trajetória e representatividade, e não um projeto programado para gerar dependência partidária.
Atuação e pautas sociais
Janja também defendeu sua atuação no Palácio do Planalto, afirmando que mantém uma agenda diária de reuniões e viagens para articular políticas públicas. Entre as pautas defendidas pela primeira-dama estão a segurança alimentar, a proteção de crianças e o combate ao feminicídio.
No âmbito legislativo, ela cobrou a votação de um projeto de lei que estabelece medidas de combate à misoginia. Sobre o debate acerca do aborto, a primeira-dama defendeu que o foco das políticas públicas deve ser a ampliação da prevenção e o acesso a métodos contraceptivos.
Por fim, a primeira-dama defendeu a regulação de plataformas digitais. Segundo Janja, o discurso de ódio contra mulheres nas redes sociais acaba gerando lucro para empresas de tecnologia e criadores de conteúdo.
