Lula critica oposição por tentativa de travar PEC que acaba com escala de trabalho 6x1
O presidente criticou a articulação da oposição no Senado para barrar o avanço da proposta que reduz a jornada de trabalho semanal.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da oposição no Senado para tentar impedir o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1. A manifestação ocorreu após a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (2).
Em publicação realizada nas redes sociais, o presidente afirmou que a oposição trabalhou para travar a pauta. Lula destacou a importância da mudança para garantir um dia a mais de descanso aos trabalhadores sem redução de salário.
Durante a sessão da CCJ, realizada nesta quarta-feira (2), o senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, apresentou um texto alternativo à proposta original, mas o documento foi rejeitado pela comissão. A articulação da oposição também incluiu o pedido de vistas, o que causou um atraso de uma hora na votação.
Marinho foi um dos quatro senadores que se manifestaram formalmente contra o projeto durante os trabalhos na comissão. No texto publicado nas redes, o presidente ressaltou que é importante o país saber quem atua para avançar com a conquista e quem tenta impedir a medida.
A PEC em tramitação propõe a redução do teto constitucional da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O objetivo é instituir dois dias de folga para o trabalhador, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Caso a emenda seja aprovada, o cronograma prevê um período de transição total de 14 meses. As primeiras duas horas de redução seriam adotadas 60 dias após a promulgação, enquanto as duas horas restantes seriam implementadas um ano depois.
A proposta é uma das bandeiras de campanha de Lula, mas aliados do governo reconhecem que o texto pode enfrentar dificuldades para avançar. A expectativa é que o tema não seja votado antes do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro.
Até o momento, a proposta aprovada na comissão ainda não possui uma data definida para seguir para votação no plenário do Senado.
