Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico em novas pesquisas para a presidência
Levantamentos do Instituto Paraná e do Instituto Gerp mostram equilíbrio entre os candidatos para o segundo turno da presidência.
Por Redação Diário Local
Novas pesquisas de intenção de voto mostram um cenário de equilíbrio na disputa pela Presidência da República entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Levantamentos de institutos diferentes apontam resultados que variam entre o empate técnico e a liderança de cada candidato em simulações de segundo turno.
De acordo com o Instituto Paraná, os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno. Na consulta, 39,6% dos entrevistados declararam voto em Lula, enquanto 35,3% indicaram o senador.
O Instituto Gerp também registrou números próximos entre os dois nomes. Em levantamento realizado na terça-feira (24) de junho, o instituto registrou 42% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 40% para Lula em simulação de segundo turno.
Em dado mais recente do mesmo instituto, divulgado na segunda-feira (22) de julho, o cenário permanece acirrado. O Instituto Gerp apontou 46% para o senador e 45% para o atual presidente em uma projeção de segundo turno.
O que diz a pesquisa Quaest?
A pesquisa Quaest, que apresentou resultado distinto aos demais, projetou uma vitória de Lula em um eventual segundo turno. No levantamento, o atual presidente obteve 45% das intenções de voto contra 37% de Flávio Bolsonaro.
No detalhamento por regiões divulgado pela Quaest, Lula aparece à frente no Sudeste com 40% contra 37% de Flávio Bolsonaro. O presidente mantém vantagem no Nordeste, com 26 pontos de diferença, enquanto o senador lidera na região Sul com 13 pontos de vantagem.
O levantamento também mostrou variações por perfil de eleitor. Lula lidera entre as mulheres (47% a 34%) e entre os homens (44% a 40%). No grupo de eleitores mais jovens, a disputa é acirrada, com Lula à frente com 42% contra 40% do senador.
Entre os eleitores com 60 anos ou mais, o presidente abriu uma distância de 17 pontos. No recorte de renda, Lula mantém vantagem entre os mais pobres (54% a 29%) e equilibrou o jogo entre os mais ricos, onde a diferença caiu para um ponto.
O perfil religioso também apresentou mudanças. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro mantém a liderança, mas com uma redução na vantagem: a diferença atual é de 22 pontos sobre Lula, após o senador ter registrado 37 pontos de vantagem em maio.
