Lula e Flávio Bolsonaro avaliam participação em debates diante de risco de desgaste político
Estratégia de ambos os candidatos busca evitar ataques concentrados e preservar o desempenho nas pesquisas de intenção de voto.
Por Redação Diário Local
Os principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, avaliam de forma estratégica sua participação nos debates eleitorais para evitar desgastes políticos durante a campanha.
A estratégia de ambos os comitês envolve calcular riscos e oportunidades de exposição. O senador Flávio Bolsonaro sinaliza que pretende comparecer aos encontros apenas se Lula também estiver presente. A equipe do senador avalia que, sem o presidente no palco, ele poderia concentrar os ataques de outros adversários e responder sozinho às críticas, sem o confronto direto com o principal concorrente.
No campo do PT, a decisão de Lula também permanece em aberto. Um grupo de integrantes da campanha defende a participação em poucos debates para preservar o presidente de se tornar o alvo preferencial dos opositores, que incluem candidatos como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Outro grupo, contudo, argumenta que a ausência pode gerar desgaste e dominar o noticiário negativo.
O histórico de debates e o cenário das pesquisas
A preocupação de parte da campanha de Lula remete à eleição de 2006, quando o então candidato evitou o último debate do primeiro turno por acreditar que sua vantagem nas pesquisas tornava a exposição desnecessária. Na ocasião, a ausência foi alvo de críticas e explorada pelos adversários.
Atualmente, o cenário de intenção de voto mostra estabilidade. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (25), Lula possui 40% das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 32%. No segundo turno, as intenções são de 48% para Lula e 43% para o senador.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios durante os dias 22 e 23 de julho, com nível de confiança de 95%.
Próximos encontros e agenda
O primeiro debate da temporada, tradicionalmente promovido pela Band, foi adiado para o dia 23 de agosto (23) após ajustes de agenda. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, a legislação eleitoral obriga as emissoras a convidar Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Mesmo com a indefinição sobre os debates, Lula já confirmou participação nas sabatinas da Record. A tendência é que as decisões sobre os confrontos televisivos ocorram de forma individualizada, conforme o calendário de cada emissora.
