Lula afirma que duvida de lobby feito por Fábio Luís Lula da Silva com ministros
Presidente disse que Fábio Luís Lula da Silva deve responder à sociedade caso as investigações da PF apontem irregularidades
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (1), que duvida que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, tenha feito lobby ou mantido conversas com ministros do governo para tratar de negócios ou contratos públicos.
As declarações foram feitas durante entrevista e ocorrem em meio a uma investigação da Polícia Federal (PF) que apura a atuação de Fábio Luís e de aliados. A Polícia Federal analisa possíveis casos de tráfico de influência, lobby ilegal e corrupção, verificando contatos do grupo com integrantes do governo federal.
Ao ser questionado sobre o vínculo do filho com a empresária Roberta Luchsinger, apontada pela PF como lobista, o presidente afirmou que não teve contato com ela e sustentou que fotografias não são suficientes para estabelecer uma relação de influência.
O que investiga a Polícia Federal?
A Polícia Federal investiga se Fábio Luís Lula da Silva e pessoas próximas utilizaram contatos no governo para intermediar interesses privados. O foco da apuração inclui negócios nas áreas de saúde e tecnologia.
A investigação analisa mensagens entre a empresária Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete da Presidência, além de tratar de possíveis tratativas sobre a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde (SUS) e uma disputa comercial entre a Unigel e a Petrobras.
O Ministério de Minas e Energia declarou que Alexandre Silveira não foi procurado para interferir no caso, enquanto a defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro nega a prática de lobby ilegal.
Possíveis irregularidades e defesa
Questionado sobre a informação de que o filho do presidente receberia R$ 300 mil mensais em um suposto esquema relacionado ao caso conhecido como "Careca do INSS", o presidente reforçou que a defesa de Fábio Luís nega a acusação.
Lula afirmou que o filho deve responder por seus atos caso as investigações apontem irregularidades. O presidente também declarou que não utilizará a estrutura do governo para protegê-lo e que, a seu pedido, o filho não terá proteção da Polícia Federal.
“Ele sabe que vai ter da minha parte solidariedade, mas ele terá que prestar contas à sociedade. Justo. Ele e qualquer um”, afirmou o presidente.
