Marinha alerta que bloqueio de R$ 1,43 bilhão compromete defesa e combate ao crime
A corporação informou ao Ministério da Defesa que a indisponibilidade de recursos pode reduzir a capacidade de resposta e a repressão a crimes.
Por Redação Diário Local
A Marinha informou ao Ministério da Defesa que o bloqueio de R$ 1,43 bilhão no Orçamento de 2026 pode reduzir sua capacidade de combater o crime e de defender a soberania nas águas brasileiras.
Em documento enviado à pasta no último domingo (13), a Força alertou que a continuidade da indisponibilidade de recursos poderá causar uma redução gradual na presença e na capacidade de resposta da instituição. Segundo o comunicado, o cenário gera reflexos sobre a repressão a crimes transfronteiriços e o exercício da soberania nacional.
Apesar do alerta, a corporação afirmou que, até o momento, não houve redução na execução das operações militares.
Quais programas foram atingidos?
De acordo com a Marinha, o bloqueio financeiro afetou o Programa Nuclear da Marinha (PNM), o Programa de Submarinos (Prosub) e o Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (Pronapa). Também foram impactados o contrato de mísseis e sistemas de armas, a pesquisa científica na Antártica e a manutenção de meios.
A Força informou que o corte levou ao adiamento ou à reprogramação de projetos, como a construção do navio-patrulha Miramar e a infraestrutura de apoio às fragatas Classe Tamandaré. A aquisição de equipamentos e viaturas do Corpo de Fuzileiros Navais também sofreu impacto.
Entre os efeitos previstos para o futuro estão dificuldades para repor munições, o adiamento de reparos na frota, a paralisação de embarcações do sistema hidrográfico e a redução da disponibilidade de meios usados na segurança do tráfego aquaviário.
Medidas de contenção
Para reduzir os efeitos do bloqueio, a Marinha informou que solicitou ao Ministério da Defesa a recomposição integral ou parcial dos valores. Como medida imediata, a instituição passou a priorizar investimentos e a manutenção dos meios.
A Força também concentrou esforços em contratos essenciais, ações de fiscalização consideradas de maior risco e no custeio mínimo das organizações militares.
