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São Paulo

Ministério Público pede suspensão de edital para gestão de escolas por Nunes em São Paulo

Ministério Público e Defensoria Pública alegam que modelo de parceria com entidades privadas pode ferir a Constituição e gerar gastos de R$ 120 milhões.

Por Redação Diário Local

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Defensoria Pública acionaram a Justiça para pedir a suspensão de um edital da Prefeitura de São Paulo que prevê a transferência da gestão de três escolas municipais para organizações da sociedade civil (OSCs).

A ação civil pública argumenta que o modelo de parceria proposto é ilegal e fere a Constituição Federal. O objetivo dos órgãos é interromper o processo antes da assinatura dos contratos para evitar um gasto superior a R$ 120 milhões.

Por que o modelo é questionado?

Segundo a Promotoria, a parceria permitiria que entidades privadas contratassem diretores, coordenadores e professores pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em vez de utilizar servidores aprovados em concurso público. Para o Ministério Público, essa prática enfraquece a carreira do magistério e contraria as regras de contratação da rede pública.

Outro ponto de crítica é a possibilidade de participação de entidades sem experiência comprovada na gestão escolar, o que representaria risco à qualidade do ensino e aos recursos públicos. O MPSP também aponta que o edital não exige a contratação permanente de professores especializados em educação inclusiva, tratando o tema apenas como necessidade específica.

O edital prevê o repasse de R$ 120,6 milhões durante cinco anos para custear salários, manutenção e despesas administrativas das organizações participantes. O Ministério Público sustenta que esses recursos deveriam ser destinados ao fortalecimento direto da rede municipal.

O que diz a Prefeitura de São Paulo?

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que a proposta de gestão compartilhada não configura uma privatização. A pasta ressaltou que as três unidades de ensino fundamental continuarão sendo públicas, gratuitas e vinculadas à Rede Municipal de Ensino.

A SME explicou que as entidades parceiras terão que cumprir metas, seguir um plano de trabalho e prestar contas, enquanto a prefeitura mantém a responsabilidade pela oferta de vagas e matrículas. O município informou ainda que o modelo já é utilizado em outras unidades e que apresentará defesa judicial após a intimação oficial.

Até o momento, a Justiça não concedeu a suspensão. Foi determinado que a prefeitura apresente esclarecimentos em até 72 horas para que, após a manifestação da administração municipal, o juiz analise o pedido de liminar.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.