Diário Local
Política

Parlamentares da Câmara temem novas medidas do ministro Flávio Dino após bloqueio de bens

Decisão do ministro do STF de bloquear bens de Eduardo Cunha e Valdemar Costa Neto gera alerta nos bastidores da Câmara.

Por Redação Diário Local

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha por suspeita de irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares. A medida, assinada em 6 de julho, gerou alerta entre lideranças de partidos do Centrão na Câmara dos Deputados, que temem uma ofensiva judicial mais ampla contra parlamentares.

Nos bastidores da Câmara, deputados avaliam que a decisão pode ser apenas o início de uma série de ações. Há uma percepção entre os parlamentares de que o ministro já monitora outros nomes e que novas medidas envolvendo membros da Casa podem ocorrer nos próximos meses.

O ex-presidente da Câmara é investigado pela suposta indicação de emendas de forma irregular, mesmo após o fim de seu mandato. De acordo com investigações da Polícia Federal, Eduardo Cunha teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para realizar o direcionamento desses recursos.

A decisão do STF também atingiu o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. No mesmo dia 6 de julho, o ministro Dino ordenou o bloqueio de mais de R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário.

Segundo a Polícia Federal, Valdemar também estaria envolvido no esquema que utiliza a estrutura da Câmara para o direcionamento de emendas sem o exercício de mandato parlamentar.

As medidas de bloqueio de bens vieram à público no último domingo (12/7). O caso reforça o clima de tensão entre as lideranças partidárias e o Poder Judiciário quanto ao controle sobre a distribuição de verbas parlamentares.

As investigações buscam apurar como os servidores da Câmara foram utilizados para operacionalizar o repasse de emendas de forma irregular. O foco das autoridades está no uso da estrutura pública por indivíduos que não detêm mais mandato eletivo.

Até o momento, as decisões reforçam o cerco sobre as movimentações de recursos apontadas pela Polícia Federal tanto no caso de Cunha quanto no de Valdemar Costa Neto.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.