Campanha de Lorenzo Pazolini denuncia fraude em suposta pesquisa por telefone no Espírito Santo
Campanha afirma que ligações tentaram induzir eleitores ao erro sobre direitos sociais e sobre Flávio Bolsonaro
Por Redação Diário Local
A campanha de Lorenzo Pazolini (Republicanos) acionou a Justiça Eleitoral para denunciar uma suposta fraude em formato de pesquisa por telefone no Espírito Santo. O grupo alega que ligações coordenadas foram realizadas para espalhar mensagens negativas sobre Pazolini e o senador Flávio Bolsonaro (PL), visando influenciar o eleitorado.
De acordo com a coordenação da campanha, as chamadas partiram de números com o DDD 27, código de área do Espírito Santo. Em comunicado, os responsáveis afirmaram que eleitores relataram mensagens sugerindo que Pazolini e Flávio Bolsonaro defendem mudanças que poderiam extinguir direitos sociais, como o 13º salário, o FGTS e as férias.
Em resposta, Pazolini afirmou que a ação não constitui uma pesquisa real, mas sim uma "fraude montada para enganar o trabalhador capixaba na reta final da eleição". O candidato declarou que o uso do medo e de informações falsas, disparadas de forma anônima, ocorre pela falta de propostas para o estado.
A denúncia apresentada ao Poder Judiciário também detalha outros conteúdos abordados nos telefonemas. Segundo os arquivos enviados, eleitores receberam perguntas sobre se a participação do senador Magno Malta (PL) em um eventual governo de Pazolini faria a pessoa mudar o voto.
A ação judicial protocolada pela equipe de Pazolini tem como objetivo principal identificar os financiadores por trás da operação de disparos telefônicos. A campanha sustenta que há uma tentativa coordenada de induzir os eleitores ao erro por meio de falsas premissas.
Por outro lado, no cenário presidencial, Flávio Bolsonaro tem garantido em entrevistas a manutenção dos benefícios sociais citados nos relatos de eleitores.
O segundo turno das eleições ocorre neste domingo (26), após a vitória de Pazolini sobre Ricardo Ferraço (MDB) no primeiro turno da votação.
A investigação busca apurar a origem dos recursos utilizados para manter a estrutura de ligações que, segundo o candidato, utiliza o anonimato para atingir milhares de pessoas na etapa decisiva do pleito.
