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Política

PF investiga senador Weverton Rocha por suspeita de obstrução de sindicância contra grupo político no Maranhão

Investigação apura se parlamentar atuou para impedir avanço de sindicância sobre grupo do governador Carlos Brandão no Maranhão

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) investiga se o senador Weverton Rocha (PDT-MA) atuou para tentar impedir o avanço de uma sindicância contra o grupo político do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB). A suspeita é de que o parlamentar tenha interferido no andamento de uma apuração em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A investigação baseia-se em informações contidas em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de inquérito sobre o caso. Os dados foram obtidos por meio do celular de Weverton, apreendido durante a Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os registros identificados, constam comunicações — incluindo mensagens e áudios — trocadas entre o senador e o ministro Humberto Martins, do STJ, no período entre janeiro de 2023 e outubro de 2025. A PF afirma que os contatos demonstram uma relação de proximidade entre os dois.

O que a PF apura sobre o caso?

A sindicância investigada trata de supostos atos de corrupção, peculato e desvios de recursos públicos que envolveriam a cúpula política e empresarial do Maranhão. Segundo os investigadores, a tentativa de obstrução teria o objetivo de travar a apuração, especialmente após o homicídio do empresário João Bosco, ocorrido em 2022.

Um dos pontos levantados pela PF refere-se a uma ligação mantida entre Weverton e Humberto Martins em 2 de julho de 2025. Na mesma data, foi determinada a transferência de Gilbson Júnior, apontado como responsável pela morte de Bosco, para a Penitenciária Federal de Brasília.

A investigação também cita o papel do delegado aposentado Raimundo Cutrim, ex-secretário do Maranhão. De acordo com a PF, Cutrim teria repassado R$ 160 mil a familiares de Gilbson Júnior para evitar a revelação de possíveis mandantes do crime.

Envolvimento de Daniel Brandão

A Polícia Federal também suspeita do envolvimento de Daniel Brandão, atual presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e sobrinho de Carlos Brandão, no esquema de desvios e no caso do homicídio.

Segundo os investigadores, Daniel estaria presente em uma reunião que resultou no assassinato do empresário João Bosco, mas seu nome não teria sido mencionado no inquérito da Polícia Civil do Maranhão, que concluiu o caso como uma briga privada.

A PF sustenta que o conselheiro teria deixado o local momentos antes dos disparos contra o empresário. A reunião teria ocorrido para tratar de conflitos sobre a divisão de propinas de contratos públicos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.