Candidatos ao Palácio do Buriti apresentam planos para combater feminicídios no DF
Distrito Federal registrou 19 feminicídios em 2026; candidatos Celina Leão e Leandro Grass detalham propostas de combate à violência.
Por Redação Diário Local
O Distrito Federal registrou 19 feminicídios em 2026 até esta sexta-feira (16). Diante do cenário de violência, os candidatos à governadoria, Celina Leão (PP) e Leandro Grass, apresentaram propostas de governo focadas no combate ao crime e no reforço de políticas públicas de proteção às mulheres.
A atual governadora e candidata à reeleição, Celina Leão, afirmou que pretende ampliar o programa Viva Flor e fortalecer toda a rede de acolhimento no Distrito Federal. Segundo a candidata, o objetivo é garantir segurança e oportunidades para que as mulheres possam construir seu próprio futuro.
O plano de governo de Celina Leão também inclui a prevenção por meio de orientações em comunidades e atividades educativas para diferentes faixas etárias. A proposta prevê o acompanhamento de casos de maior risco e o apoio aos filhos e dependentes das vítimas de violência.
Além das ações de base, a candidata defende o incentivo à autonomia econômica das mulheres. O projeto contempla a ampliação do acesso à qualificação, emprego, empreendedorismo, microcrédito e inclusão digital, estimulando a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia e inovação.
O que propõe Leandro Grass?
O candidato Leandro Grass afirmou que pretende implementar protocolos rígidos em relação a todos os tipos de crimes contra a mulher. Segundo o candidato, haverá uma intensificação no cumprimento de medidas protetivas para agressores que já tenham cometido violência contra companheiras em episódios anteriores.
Entre as propostas de Grass está a implementação da Patrulha Maria da Penha e do Viva Flor em todas as Regiões Administrativas (RAs). Ele também defende a expansão de dispositivos de proteção 24h e o funcionamento ininterrupto das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM).
O plano de Grass prevê uma rede de proteção completa, que inclua a Casa da Mulher Brasileira em pleno funcionamento, além de unidades regionais, casas-abrigo e acompanhamento psicossocial e jurídico. O candidato propõe ainda uma avaliação de risco padronizada desde o primeiro contato, seja em delegacias, unidades de saúde ou pelo 190.
Por fim, o candidato petista incluiu no plano o amparo às vítimas indiretas. A proposta estabelece assistência psicológica, social e material para crianças e adolescentes que percam as mães em decorrência de casos de feminicídio.
