Bancada do PSD busca manter espaço no governo Lula com apoio a pautas da Esplanada
Lideranças do partido esperam tratamento diferenciado em relação a outras siglas do Centrão e destacam apoio a projetos do governo.
Por Redação Diário Local
A bancada do PSD no Congresso Nacional busca garantir a manutenção ou o aumento do espaço que o partido ocupa na Esplanada dos Ministérios durante o quarto governo Lula. Lideranças da legenda avaliam que o PSD merece um tratamento diferenciado em relação a outras siglas do chamado Centrão.
O objetivo da legenda é assegurar uma posição de destaque no governo federal, fundamentada no argumento de que o partido tem mantido um alinhamento estratégico com a atual gestão. A estratégia visa consolidar o grupo em um cenário de reorganização política para as próximas eleições.
Segundo integrantes do partido, houve uma forte pressão interna de parlamentares da sigla na Câmara para que o PSD anunciasse apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. No entanto, a movimentação foi contida por meio de articulação política interna.
O líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), atuou para evitar que o tema fosse colocado em pauta, uma vez que a discussão poderia resultar em uma maioria favorável ao candidato do PL. A pressão interna teria se intensificado após o MDB declarar apoio público a Flávio Bolsonaro.
Comprometimento com a pauta do governo
Além de manter a neutralidade no segundo turno, parlamentares do PSD afirmam que a sigla tem demonstrado comprometimento com a agenda de entregas do governo federal. Como exemplo, citam a importância de temas que impactam diretamente a economia e o setor produtivo.
Entre os pontos citados está a aprovação do projeto que redefiniu os limites para os microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com os integrantes da legenda, o apoio do PSD foi fundamental para garantir a votação da proposta na Câmara, o que teria auxiliado o presidente Lula no processo eleitoral.
O partido também se destacou ao ser a primeira sigla a declarar apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara. A movimentação é vista como um gesto de fortalecimento de um aliado do governo no Congresso Nacional.
A decisão de apoiar Motta ocorreu em um momento em que o PL estudava lançar um nome próprio para a disputa pela presidência da Casa. Para os parlamentares do PSD, a medida consolida o papel da legenda como peça fundamental na governabilidade e na estabilidade do Legislativo.
