Senado aprova incluir educação financeira no currículo dos ensinos fundamental e médio
Proposta estabelece que o tema seja ensinado de forma transversal e inclui tópicos sobre impostos e previdência social.
Por Davy Albuquerque
O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), a inclusão da educação financeira como tema obrigatório nos currículos dos ensinos fundamental e médio. A proposta estabelece que o assunto seja abordado de forma transversal em disciplinas já existentes, como matemática, história e geografia.
O projeto de lei foi aprovado sob a forma de um texto alternativo apresentado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE). Com a medida, a educação financeira passa a ser prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), conferindo maior caráter de obrigatoriedade ao tema.
Embora o conteúdo já fizesse parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) desde 2017, a nova previsão na LDB busca consolidar a aplicação prática do ensino ao longo de toda a formação escolar dos alunos.
A relatora da proposta ampliou o escopo do texto original para incluir também o ensino de educação fiscal, previdenciária e securitária. O objetivo é que o poder público promova o entendimento sobre como esses temas impactam a vida do cidadão.
Na prática, os estudantes aprenderão sobre a importância da arrecadação de impostos para o financiamento de serviços públicos essenciais. O projeto prevê ainda que os alunos compreendam o funcionamento da previdência social e dos mecanismos de seguros.
Para evitar a sobrecarga de conteúdos para os estudantes, o texto garante autonomia às instituições de ensino. Cada escola terá liberdade para incluir os temas em seu projeto pedagógico, adaptando a abordagem conforme a sua realidade local.
A proposta agora deve retornar à Câmara dos Deputados para uma última análise. Como o texto sofreu modificações durante a tramitação no Senado, o aval dos deputados é necessário para o prosseguimento da medida.
Após a aprovação definitiva na Câmara, o projeto seguirá para o processo de sanção ou veto para que possa entrar em vigor em todo o país.
