Tarcísio de Freitas afirma que confia em urnas eletrônicas após fala de aliado sobre sistema
Governador de São Paulo reagiu a declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre segurança do sistema em reunião com embaixadores
Por Redação Diário Local
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que confia nas urnas eletrônicas do sistema eleitoral brasileiro. A declaração foi feita nesta quarta-feira (22) a jornalistas, após o governador ser questionado sobre comentários feitos pelo senador Flávio Bolsonaro sobre a segurança do processo de votação.
“Eu confio nas urnas. Até porque, se eu não confiasse, não estaria disputando as eleições. Foram as urnas que me trouxeram até aqui”, declarou Tarcísio de Freitas, que deve buscar a reeleição no pleito deste ano.
O governador defendeu que o país precisa focar em projetos em vez de discussões que não levam a resultados práticos. A fala ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro questionar, na terça-feira (21), a segurança das urnas durante um evento com embaixadores em Brasília.
O que disse o senador Flávio Bolsonaro?
Durante reunião promovida pelo The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, Flávio Bolsonaro citou documentos da CIA sobre possíveis vulnerabilidades em sistemas eletrônicos na Venezuela. O senador mencionou que a empresa Smartmatic, citada nos relatórios americanos, também teria equipamentos utilizados no Brasil.
Apesar desse ponto, a assessoria do senador afirmou que ele não questionou a integridade do sistema de votação brasileiro. Segundo a nota da equipe, o pré-candidato apenas relatou fatos públicos e defendeu a presença de mais observadores internacionais nas eleições de outubro para ampliar a transparência.
O posicionamento do TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que a informação sobre o uso de equipamentos da Smartmatic no Brasil é falsa. Em nota, a Corte explicou que a empresa não fornece nem fornece urnas eletrônicas para as eleições no país.
De acordo com o Tribunal, o projeto das urnas e do sistema de votação é concebido e gerido exclusivamente pela Justiça Eleitoral. A empresa Smartmatic prestou apenas serviços de treinamento para suporte técnico e, em 2020, perdeu uma licitação para fabricação de urnas para a empresa Positivo.
O TSE ressaltou ainda que a Smartmatic nunca teve acesso ao software utilizado nas urnas brasileiras.
